Ligação a PM disfarçada de pedido de comida permitiu a mulher fugir do marido agressor. Ele negou as agressões e ambos foram levados para a Deam.

Durante a madrugada desta segunda-feira (01/09), uma mulher vítima de violência doméstica recorreu à criatividade para pedir socorro à Polícia Militar sem despertar a atenção do companheiro. O caso aconteceu no bairro Campo Nobre em Campo Grande(MS), onde ao simular um pedido de comida — na verdade realizou, uma chamada urgente ao 190 — para disfarçar a denúncia e pedir socorro.
Segundo o registro policial, o casal havia consumido bebida alcoólica e iniciado uma discussão sobre a educação dos filhos, que evoluiu para agressão: ela recebeu um tapa no rosto. Ao acionar o 190, fingiu estar solicitando uma entrega, com o objetivo de despistar o autor da violência.
Ao perceber que a Polícia havia sido acionada, o agressor confiscou o celular da vítima e disse que ela “não sairia” de casa caso os policiais chegassem. Foi então que ela conseguiu escapar, gritando por socorro.
Policiais do 10º Batalhão localizaram o suspeito em um lava-jato no bairro Los Angeles, onde ele trabalha. Ao ser confrontado, negou as agressões e alegou que havia deixado o imóvel para evitar novas discussões.
Diante das versões conflitantes e da gravidade da situação, ambos foram conduzidos à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), para registro e continuidade das investigações.
Casos semelhantes no país
Esta não foi a única ocorrência do tipo: recentemente, na Bahia, uma mulher simulou um pedido de pizza em uma ligação ao 190 para denunciar violência doméstica. Ao perceber que poderia se tratar de um trote, o atendente perguntou: “A senhora está sendo ameaçada?”, e ela confirmou, permitindo a intervenção policial.
Outro pedido de socorro “disfarçado”, também ocorreu aqui na Capital no início do mês de agosto, quando uma vítima de violência doméstica ligou para o 190 pedindo “dipirona”, com intuito de acionar a PM e denunciar seu próprio espancamento.








