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Campo Grande, 03 de outubro de 2026

Morte de Ludmila na casa do namorado levanta suspeita de feminicídio em Campo Grande

  • 9 de março, 2026
  • Feminicídio, Violência Contra a Mulher
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Jovem de 25 anos chegou à Santa Casa com convulsões e lesões graves. O namorado alega suicídio, mas amigos contestam a versão e vídeos antigos viralizam.

Ludmila Pedro de Lima, de 25 anos, morreu na madrugada de sábado (07/03) após ser socorrida em estado grave na casa do namorado, no bairro Paulo Coelho Machado, em Campo Grande, com sucessivas convulsões e lesões no rosto e pé.

O caso, inicialmente registrado como suicídio, é investigado pela 1ª Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) com perspectiva de gênero, enquanto amigos da vítima acusam o estudante de 21 anos de feminicídio, citando histórico de violência contra a vítima.

Ludmila sendo socorrida pelo Samu na casa do ex namorado.

Segundo o boletim de ocorrência, a Polícia Militar prestou apoio ao Samu na tarde de sexta (06/03), quando Ludmila estava desacordada, com hematoma abaixo do olho direito, cortes no pé esquerdo e em coma profundo por parada cardiorrespiratória.

O namorado, única testemunha, relatou discussão por ciúmes após ida ao fórum para retirar BO anterior contra ele. Ele afirma que Ludmila misturou pó branco (cocaína) em água, bebeu, convulsionou, bateu o rosto na porta e expeliu sangue.

Ele apresentava arranhões e mordida, justificados como tentativa de socorro.

Prontuário contradiz a versão

O prontuário médico da Santa Casa, obtido por veículos locais, revela traumas de alta energia: hematoma cortocontuso no olho, desvio dentário e fratura cominuta na clavícula (estilhaçada, cirurgicamente fixada), incompatíveis com simples queda.

Vizinha confirmou gritos de socorro e acionou o Samu, mas não viu o interior da casa. Amigos relatam medida protetiva anterior, agressões e humilhações. Após a agressão e morte, vídeos antigos de Ludmila, mostram ela denunciando agressões sofridas pelo ex namorado e hematomas.

Comunidade católica lamenta morte de jovem de 25 anos

Ludmila era ativa na Comunidade São Lucas (Paróquia Divino Espírito Santo), no grupo Despertar da juventude católica, gerando comoção e pedidos de “Justiça por Ludmila” nas redes.

A Polícia Civil aguarda laudo necroscópico e pericial. Se confirmado feminicídio, será o 1º em Campo Grande e 6º em MS em 2026. O namorado foi ouvido e liberado, e a perícia foi realizada na residência.

Vídeos e fotos circulam em redes sociais, mostrando relatos antigos da vítima sobre agressões e fotos de Ludmila em atividades religiosas.

Ludmila morava com a avó e deixa uma filha pequena.

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