Gisele da Silva Cylis Saochine, de 40 anos, era manicure e estudante de enfermagem e o marido Anderson trabalhava com móveis planejados.

Gisele da Silva Cylis Saochine, de 40 anos, foi morta a facadas pelo marido, Anderson Cylis Saochine Rezende, de 49, antes de ambos morrerem carbonizados em um incêndio provocado por ele na noite de quinta-feira (02/10), no bairro Monte Castelo, em Campo Grande (MS). Segundo a Polícia Civil, a motivação estaria relacionada a constantes brigas entre o casal, que cogitava a separação.
De acordo com o boletim de ocorrência, perícias no local indicam que Gisele foi esfaqueada nos fundos da casa e depois arrastada até o quarto. Em seguida, Anderson teria jogado materiais inflamáveis sobre o corpo dela e em seu veículo, um Fiat Strada, dando início ao incêndio que resultou na morte de ambos.
Familiares relataram que o casal vivia uma relação conturbada e que discutia com frequência. Uma testemunha afirmou ter presenciado uma discussão entre eles ainda durante a tarde de ontem. Uma parente próxima relatou que, apesar das brigas, não havia relatos de agressões físicas anteriores.

Incêndio mobilizou vizinhos e bombeiros
As chamas chamaram a atenção de vizinhos, que acionaram o Corpo de Bombeiros ao perceberem o fogo tomando conta da residência. Quando os militares chegaram, encontraram o portão trancado, mas conseguiram entrar com a ajuda da filha do casal, de 16 anos, que não estava em casa no momento do crime.
Durante o combate ao incêndio, os bombeiros localizaram Anderson já sem vida dentro do carro carbonizado. O corpo de Gisele foi encontrado no quarto da casa. No local, os peritos encontraram uma faca com sangue e rastros que indicavam que o corpo da vítima havia sido arrastado. Também havia um galão de combustível e outro de thinner entre a casa e o veículo.
Equipes da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) e da perícia técnica estiveram no local para investigar o caso.
Gisele é a 27ª vítima de feminicídio em MS em 2025
Com a morte de Gisele, Mato Grosso do Sul registra 27 casos de feminicídio apenas em 2025. A vítima anterior foi Iracema Rosa da Silva, de 75 anos, assassinada a facadas pelo genro no município de Dois Irmãos do Buriti. O autor foi preso em flagrante.
Mulheres assassinadas no Mato Grosso do Sul em 2025:
Karina Corim (Caarapó) – 4 de fevereiro
Vanessa Ricarte (Campo Grande) – 12 de fevereiro
Juliana Domingues (Dourados) – 18 de fevereiro
Mirielle dos Santos (Água Clara) – 22 de fevereiro
Emiliana Mendes (Juti) – 24 de fevereiro
Gisele Cristina Oliskowiski (Campo Grande) – 1º de março
Alessandra da Silva Arruda (Nioaque) – 29 de março
Ivone Barbosa (Sidrolândia) – 17 abril
Thácia Paula (Cassilândia) – 11 de maio
Simone da Silva (Itaquiraí) – 14 de maio
Olizandra Vera Cano (Coronel Sapucaí) – 23 de maio
Graciane de Sousa Silva (Angélica) – 25 de maio
Vanessa Eugênio Medeiros (Campo Grande) – 28 de maio
Sophie Eugenia Borges, filha de Vanessa Eugênio Medeiros (Campo Grande) – 28 de maio
Eliana Guanes (Corumbá) – 6 de junho
Doralice da Silva (Maracaju) – 20 de junho
Rose (Costa Rica) – 27 de junho
Michely Rios Midon Orue (Glória de Dourados) – 3 de julho
Juliete Vieira – (Naviraí) – 25 de julho
Cinira de Brito (Ribas do Rio Pardo) – 31 de julho
Salvadora Pereira (Corumbá) – 02 de agosto
Letícia Ananias de Jesus (Cassilândia) – 8 de agosto
Dahiana Ferreira Bobadilla (Assassinada no Paraguai, mas encontrada em Bela Vista) — 8 de agosto
Érica Regina Mota (Bataguassu) – 27 de agosto
Dayane Garcia (Nova Alvorada do Sul) – 3 de setembro
Iracema Rosa da Silva (Dois Irmãos do Buriti) – 8 de setembro
Gisele da Silva Cylis Saochine (Campo Grande) – 2 de outubro








