Caso aconteceu nas Sitiocas Ouro Fino em Dourados (MS), e é investigado como tentativa de feminicídio. O suspeito alegou tiro acidental e mudou versão na delegacia.

Uma mulher de 27 anos foi baleada no peito enquanto amamentava o filho de 1 ano, na região das Sitiocas Ouro Fino, em Dourados, e o caso é investigado como tentativa de feminicídio.
Segundo a polícia, o disparo foi feito com uma espingarda calibre 22 pelo próprio marido, que acabou preso em flagrante após confessar o crime.
Inicialmente, o homem afirmou que a esposa havia sido atingida por “bala perdida” enquanto estava em casa com o bebê.
A versão, porém, levantou suspeitas dos policiais do SIG (Setor de Investigações Gerais) e da Guarda Municipal, que encontraram contradições nos relatos e nas circunstâncias em que o tiro ocorreu.
De acordo com portais locais, o marido – identificado como Clailson Souza da Silva, 29 anos – levou a vítima até a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) logo após o disparo.
Exames constataram que o projétil ficou alojado no peito, próximo à axila, e a mulher aguarda transferência para o Hospital da Vida, onde passará por avaliação cirúrgica.
A vítima permanece consciente e em observação, sem atualização, até o momento, sobre risco de morte divulgado pela polícia.
Enquanto a vítima era atendida, equipes da Guarda Municipal, SIG e Depac foram até o local de trabalho de Clailson e o conduziram à delegacia.

Versão sobre bala perdida
Na primeira abordagem, ele insistiu na narrativa de bala perdida, mas, ao ser confrontado com as inconsistências apontadas pela investigação, confessou que efetuou o disparo dentro da própria casa, alegando que teria ocorrido de forma “acidental” enquanto manuseava ou “limpava” a arma.
A espingarda calibre 22 foi apreendida, e Clailson foi autuado em flagrante por lesão corporal qualificada/tentativa de feminicídio e porte ilegal de arma de fogo.
A Polícia Civil segue apurando se havia histórico de desentendimentos, ameaças ou outras ocorrências de violência doméstica envolvendo o casal, o que pode agravar a responsabilização criminal.
O caso reforça o alerta das autoridades sobre violência contra a mulher. A orientação é que vítimas e vizinhos denunciem situações de agressão ou ameaça pelos canais disponíveis: Central 180 (24 horas, ligação gratuita e anônima) e 190 da Polícia Militar em casos de emergência imediata.






