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Campo Grande, 01 de outubro de 2026

Caminhoneiro é preso na MS-306 após agredir esposa com bebê no colo

  • 5 de junho, 2026
  • Polícia, Violência Contra a Mulher
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Vítima de 25 anos que teve ferimentos no rosto e ombro, pediu socorro no pedágio. O casal seguia viagem de Governador Valadares (MG) e estava na região de Cassilândia(MS) quando discussão se transformou em agressão dentro da carreta.

Pedágio da Rodovia 306, onde a mulher desceu da carreta com bebê no colo e pediu socorro após apanhar do marido caminhoneiro.

Um homem de 25 anos, caminhoneiro natural de Governador Valadares (MG), foi preso em flagrante na tarde desta quinta-feira (04/06) após agredir a companheira, também de 25 anos, dentro de uma carreta em uma praça de pedágio da rodovia MS-306, entre os municípios de Chapadão do Sul e Cassilândia.

A vítima estava com um bebê no colo no momento da agressão e teve ferimentos no rosto e no ombro.

Discussão começou sem motivo aparente dentro da cabine
De acordo com o boletim de ocorrência registrado na Delegacia de Polícia Civil de Cassilândia, o casal seguia viagem pela MS-306 quando começou uma discussão por um motivo considerado “sem importância”. A discussão ocorria dentro da cabine da carreta enquanto o homem dirigia o veículo.

Ao chegar à praça de pedágio localizada no km 184 da rodovia, o caminhoneiro teria partido para as agressões físicas contra a companheira. A mulher conseguiu sair do veículo já na praça de pedágio, enquanto o caminhão estava parado para pagamento.

Mulher pediu socorro a funcionários do pedágio com bebê no colo
Após as agressões, a vítima desceu da carreta segurando o bebê no colo e procurou ajuda com os funcionários da concessionária Way-306, que administra o trecho da rodovia. Os funcionários imediatamente acionaram a Polícia Militar Rodoviária.

Quando os policiais chegaram ao local, encontraram o casal nas proximidades do pedágio. Durante o atendimento, os policiais constataram que a mulher apresentava lesões visíveis no rosto e no ombro.

Delegacia de Polícia Civil de Cassilândia (MS) para onde o caminhoneiro foi levado após flagrante de agressão à esposa. ( Foto: Google Maps/Reprodução).

Caminhoneiro admitiu agressão e foi preso
Questionado pelos policiais militares, o caminhoneiro admitiu ter agredido a companheira durante a discussão. Diante da confirmação da agressão, o suspeito recebeu voz de prisão em flagrante e foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Cassilândia, localizada na Rua João Vieira Gonçalves, nº 56, no Centro da cidade.

O delegado titular de Cassilândia, Rodrigo de Freitas, ficará responsável pela investigação do caso. O registro foi feito como lesão corporal dolosa em contexto de violência doméstica.

Violência doméstica ocorre em qualquer local, explica Lei Maria da Penha
Casos como este reforçam a necessidade de atenção à Lei Maria da Penha em situações que ocorrem fora do ambiente residencial. A legislação brasileira (Lei nº 11.340/2006) enquadra agressões praticadas pelo parceiro em qualquer local como violência doméstica e familiar, garantindo à vítima as medidas protetivas previstas em lei.

Segundo dados da ONU Mulheres, sete em cada dez mulheres afirmam já ter sofrido assédio ou algum tipo de violência durante deslocamentos, segundo levantamento recente.

Violência contra mulheres em veículos é preocupação crescente
A violência contra mulheres em espaços públicos e durante deslocamentos tem sido foco de atenção das autoridades. Caminhoneiros e motoristas profissionais que transportam familiares enfrentam longas jornadas de estrada, o que pode gerar tensão e conflitos no ambiente confinado da cabine.

A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul mantém delegacias especializadas de atendimento à mulher (CEPOL) em Campo Grande e delegacias em todos os municípios do estado.

A Delegacia de Atendimento à Mulher (CEPOL) em Campo Grande está localizada na Rua Soldado PM Reinaldo de Andrade, 167, bairro Tiradentes, e funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, pelo telefone (67) 3318-9000.

Suspeito aguarda decisão judicial
O caminhoneiro preso em flagrante permanece à disposição da Justiça e aguarda decisão judicial sobre a manutenção da prisão. O Ministério Público deverá oferecer denúncia pelo crime de lesão corporal dolosa em contexto de violência doméstica.

A vítima foi orientada sobre os procedimentos legais e tem direito a medidas protetivas de urgência, como afastamento do agressor do lar e proibição de aproximação, conforme estabelece a Lei Maria da Penha.

Como denunciar violência doméstica
Mulheres em situação de violência podem acionar a Polícia Militar pelo número 190 em caso de emergência ou ligar para o Ligue 180, central de atendimento à mulher disponível 24 horas por dia, gratuita e com sigilo garantido.

A denúncia também pode ser feita online através do site da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul ou nas delegacias mais próximas da residência ou local de trabalho da vítima.

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