A Câmara Municipal de Campo Grande retorna a obrigatoriedade do uso de máscara de proteção facial dentro das dependências, para barrar o avanço da Covid-19 e mais síndromes respiratórias agudas. O ato foi publicado nesta sexta-feira (3), no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande).
Vereador Carlão disse que a medida foi tomada em conjunto com outros vereadores
O decreto foi assinado pelo presidência da Câmara Municipal, Carlos Augusto Borges, conhecido como vereador Carlão, e inclui vereadores, servidores, estagiários, terceirizados e público em geral.
De acordo com o presidente Carlos Augusto Borges, conhecido como Carlão (PSB) “a medida foi tomada em conjunto com outros vereadores, durante reunião nesta quinta-feira (2), e depois que dois vereadores testaram positivo para Covid-19”, contou.
A obrigatoriedade entra em vigor a partir de segunda-feira (6) e considera o aumento de casos de Covid-19 em Mato Grosso do Sul, conforme dados divulgados na terça-feira (31) pelo último boletim epidemiológico da Secretaria Estadual de Saúde (SES).
Das 2.594 novas infecções registradas, 580 foram em Campo Grande, sendo o município que lidera a nível estadual o número de infectados. A taxa de ocupação de leitos UTI/SUS adulto por macrorregião de internação é de 64% em Campo Grande e uma morte também foi apontada no documento.
A vacinação de adolescentes de 12 a 17 anos contra Covid-19 no Estado está bem avançada, com 91% do público estimado vacinado com a primeira dose e 72% com a segunda (dose). Os municípios também estão liberados para aplicar a terceira dose. Campo Grande, Dourados, Três Lagoas e Corumbá, por exemplo, já iniciaram esta “imunização de reforço”.
fOTO Breno Esaki/Agência Saúde
Segundo o “Vacinômetro” já foram aplicadas 404 mil doses para este público no Mato Grosso do Sul. A aplicação dos imunizantes começou em agosto do ano passado, inclusive sendo um dos primeiros estados a começar a aplicar as doses neste público.
O Ministério da Saúde divulgou na última sexta-feira (27) uma nota técnica que recomendou a aplicação da “dose de reforço” aos adolescentes, em função da possível redução da efetividade da vacina contra Covid com o passar do tempo. Também foi levado em consideração a recomendação de outros países em relação a esta dose de reforço para esta faixa etária. (confira a publicação)
A dose de reforço deve ser aplicada quatro meses após a segunda dose, sendo de preferência a vacina Pfizer, independente daqui foi aplicada anteriormente. Se esta não estiver disponível, pode ser usada a Coronavac. Os dois imunizantes são autorizados pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para este público.
A mesma recomendação vale para as adolescentes grávidas e puérperas. Para aqueles desta faixa etária que são imunocomprometidos deve ser usada apena a Pfizer. Antes desta nota técnica do Ministério da Saúde a “dose de reforço” era recomendada apenas para pessoas acima de 18 anos.
Destaque
Desde o início da imunização no Brasil, em janeiro de 2021, Mato Grosso do Sul e tornou destaque entre os demais estados, com rapidez na aplicação dos imunizantes, inclusive liderando por muito tempo o ranking de vacinação, assim como na logística de entrega das doses aos 79 municípios.
Nos primeiros meses as doses chegavam a todas as cidades em no máximo 12 horas. Depois com novo modelo este tempo ainda foi reduzido para seis horas. O governador Reinaldo Azambuja foi um dos principais defensores na imunização, inclusive sugerindo aos prefeitos a realização de mutirões. Seu lema principal era “vacina no braço e não na geladeira”.
A vacinação no Estado já chegou a 87% da população geral com a primeira dose e 77% com imunização completa. Já para crianças de 5 a 11 anos a imunização está menor, com 51% do público estimado tendo a 1° dose e apenas 19% com a segunda (dose). Ao todo foram aplicadas 5,7 milhões de doses.
A Secretaria de Estado de Saúde (SES/MS) divulgou nesta terça-feira (31) o novo boletim epidemiológico da Covid-19, que registrou na última semana 2.594 novos casos da doença e quatro óbitos em Mato Grosso do Sul.
Dos 2.594 novos casos registrados no boletim, o município com maior incidência é Campo Grande, com 580, seguido por Três Lagoas (164), Dourados (132), Naviraí (123), Ivinhema (105) e Maracaju (96). Os números das outras cidades podem ser conferidos aqui.
Leito De Covid – Foto Saul Schramm
Os quatro óbitos são referentes uma mulher de 77 anos, moradora de Dourados; uma mulher de 75 anos, de Água Clara; um homem, de 77 anos, morador de Campo Grande, e um homem, de 75 anos, morador de Maracaju.
De 2.740 casos ativos no Estado, 32 são pessoas hospitalizadas. 26 estão em leitos clínicos e seis em leitos de UTI.
A taxa de ocupação de leitos UTI/SUS adulto por macrorregião de internação é de 64% em Campo Grande, 64% em Dourados, 41% em Corumbá e 14% em Três Lagoas.