Governador destaca urgência na segurança e promete edital para 400 vagas nesta quarta.

O governador Eduardo Riedel anunciou o lançamento de 400 vagas para a Polícia Civil nesta quarta-feira (16), informando nas redes sociais que, mesmo com o Estado ultrapassando o limite prudencial de gastos com pessoal, há justificativa técnica para o concurso.
Dados oficiais apontam que no primeiro quadrimestre de 2025, Mato Grosso do Sul comprometeu 46,92% da Receita Corrente Líquida com despesas de pessoal — acima dos 46,55% permitidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF)
Prioridade à segurança, mesmo com restrições
Em seu vídeo, Riedel reconheceu a situação fiscal e justificou a decisão:
“Vamos publicar um concurso importante na área da segurança pública nesta quarta. […] Apesar das dificuldades técnicas e fiscais, o planejamento do Estado segue firme para garantir os serviços essenciais.”
Ele acrescentou que, apesar das restrições impostas pela LRF, “sabemos das nossas deficiências, estamos precisando de servidores na Polícia Civil” .
Distribuição das vagas e prazos
De acordo com o secretário de Segurança Pública, Antônio Carlos Videira, as 400 vagas se subdividirão da seguinte forma:
Polícia Civil: 300 vagas para investigadores e 100 para escrivães — distribuídas entre a capital e o interior do estado.
Sistema socio educativo: 70 vagas, sendo 50 para socio educadores, 10 para assistentes sociais e 10 para psicólogos.
O cronograma já está definido: provas para medidas socioeducativas ocorrerão em 31 de agosto, e para os cargos de Polícia Civil em 14 de setembro. O edital será publicado no Diário Oficial do Estado nesta quarta-feira (16/07).
Estratégia fiscal e técnica
O Estado enfrenta agora o desafio de equilibrar a urgência em reforçar a segurança e cumprir as regras da LRF, que proíbem aumentos reais de despesas com pessoal. Fontes do governo ressaltam que o concurso enquadra-se em “reposição de pessoal”, que é permitida mesmo com o limite extrapolado.
Esse movimento faz parte de uma estratégia mais ampla de Riedel, que busca expandir a arrecadação sem elevar impostos, como o ICMS, e equilibrar o funcionalismo público com a necessidade de garantir estrutura mínima para serviços públicos essenciais.






