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Campo Grande, 09 de outubro de 2026

Riedel mobiliza governo para o enfrentamento das arboviroses

  • Geraldo Silva
  • 1 de abril, 2026
  • Cidades, Saúde
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Governador chama a sociedade para reforçar combate a doenças causadas por mosquito, sobretudo na Grande Dourados.
Equipes na ação integrada atacam focos do aedes aegipty em Dourados. (Foto: Comunicação SES).
Com um número já preocupante de notificações, as arboviroses – as doenças virais transmitidas por artrópodes (mosquitos, carrapatos) – exigem um esforço redobrado dos órgãos sanitários e do engajamento amplo da sociedade para ações preventivas e de erradicação.
É assim que o governador Eduardo Riedel (PP) define a situação desafiadora que está sendo oferecida pelas ocorrências de chikungunya, dengue e Zika em Mato Grosso do Sul.
Riedel e Simões Corrêa: cobertura ampla e estruturada para atender os municípios.         (Foto: Álvaro Rezende)

Para o enfrentamento dessas doenças, causadas principalmente pelo mosquito aedes aegopty, Riedel determinou prioridade máxima na mobilização governamental com o objetivo de dar cobertura às regiões e cidades mais afetadas, uma delas a Grande Dourados.

O quadro em terras douradenses foi retratado pela imprensa de todo o País. Matéria do jornal “O Globo”, com destaque, deu a seguinte informação:
“(…) o surto de chikungunya já registra 1.638 casos prováveis em 2026, dos quais 780 foram confirmados, e uma taxa de positividade de 78,15%, ou seja, a cada 10 testes para a doença, quase 8 são positivos. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde de Dourados, há 37 pessoas internadas e 5 mortes de indivíduos com idades entre um mês e 73 anos, até o último dia 24”.
A Vigilância Epidemiológica do Estado informa que até o dia 30 eram 1.426 casos de chikungunya, com 648 confirmados, e mais de 570 exames aguardando os resultados.
A Secretaria Estadual de Saúde (SES) coordena ações integradas  de assistência, vigilância, diagnóstico, controle vetorial e faz articulação institucional.
São ações de reforço hospitalar, com a abertura de 15 leitos em Dourados; articulação com o Ministério da Saúde para a vacinação; monitoramento diário; fortalecimento do diagnóstico laboratorial; apoio às cidades, com equipamentos e outras providências; atuação prioritária nos territórios indígenas e integração entre municípios, estado e União.
As equipes atuam de forma contínua, com Estações Disseminadoras de Larvicidas (EDLs), capacitação de Agentes Indígenas de Saneamento (Aisan) e Agentes de Combate às Endemias (ACE).
Integração
O secretário estadual de Saúde, Maurício Simões Corrêa, disse que a resposta governamental está lastreada na integração entre assistência e vigilância. “Estamos atuando de forma coordenada, com monitoramento diário, apoio aos municípios e ampliação da capacidade de atendimento. É uma resposta estruturada para reduzir a transmissão e garantir cuidado adequado à população”, explicou.
Em Dourados, desde que os casos de chikungunya começaram a aumentar, a atuação do Estado foi iniciada ainda nas primeiras respostas ao cenário de notificações. A adjunta da SES, Crhistinne Maymone, foi ao município para o alinhamento direto das estratégias com as equipes locais.
Na sequência, o Governo do Estado enviou equipes técnicas para reforçar o trabalho em campo, apoiando as ações de vigilância e controle vetorial.
Assim, nas atividades de busca por focos do mosquito o trabalho dos agentes é acompanhado pela SES, assim como na identificação de criadouros, orientação às comunidades e na execução das medidas de bloqueio.
Foram adotadas ações estruturadas de assistência, com abertura de leitos e oferta de medicamentos, suporte diagnóstico pelo Laboratório Central (Lacen), monitoramento diário pela Sala de Situação e envio de equipamentos como bombas costais e UBV pesado (fumacê).
Povos indígenas 
Nos territórios indígenas, as equipes atuam de forma contínua, com Estações Disseminadoras de Larvicidas (EDLs), capacitação de Agentes Indígenas de Saneamento (Aisan) e Agentes de Combate às Endemias (ACE).
Completa o processo a articulação entre a SES, a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), a Coordenação Geral de Arboviroses (CGARB), o Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) e a Secretaria Municipal de Saúde. Esta rede assegura  assistência rápida, eficaz e de procedimentos compatíveis com as peculiaridades locais.
Oficialmente, são duas as aldeias da Reserva Indígena de Dourados (RID), Bororó e Jaguapiru. Mas, devido à alta densidade populacional, há pelo menos 15 áreas de “retomadas” (tekoha) no entorno, ocupadas por mais de 20 mil Guarani, Kaiowá e Terena.
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