Modelo iniciou com pacto de estados em 2017 e aquisição de medicamentos já tem economia de 20%.

Depois de reunir-se com representantes dos estados-membros do Consórcio Brasil Central (BrC) ontem (segunda-feira, 17/08), o governador Eduardo Riedel (PP) disse, exultante, que algumas demandas começam a ser destravadas, graças à união de esforços e à otimização de soluções de interesse comum.
Um dos avanços aos quais Riedel se reporta é a compra de medicamentos em conjunto, pelos estados que compõem o colegiado: Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Rondônia, Maranhão e Distrito Federal.
Presidente do BrC, Riedel expressou otimismo com o avanço das intervenções desse bloco inter-regional: “Presidimos mais uma reunião do Consórcio Brasil Central para discutir avanços de projetos e programas de desenvolvimento da nossa região”, explicou. “A agenda de governo continua. O trabalho não vai parar, seguimos buscando resultados para a população”.
O início
Riedel lembrou que esta forma de parceria teve início na gestão de Reinaldo Azambuja (PL), em 2017. Durante o Fórum de Governadores, em Campo Grande (MS), as lideranças das unidades federativas fecharam um pacto para unificar a compra de medicamentos.
Inicialmente, o objetivo eram as marcas de alta complexidade e oncológicas, que representavam cerca de 80% dos gastos de saúde do bloco (avaliados na época em R$ 500 milhões anuais).
O Consórcio Brasil Central (BrC) foi motivado por duas grandes necessidades: reduzir custos e garantir o abastecimento da rede pública por meio do ganho de escala regional.
Evidentemente, a compactação de demandas de compra de seis estados e do Distrito Federal é fator atrativo para as maiores distribuidoras, aptas a estabelecer políticas de preços mais acessíveis diante da grande procura.

“Vem dando certo”
Segundo o governador, o modelo de gestão pública integrada e cooperativa vem dando certo em várias regiões, em ambos os níveis, estaduais e municipais.
Um levantamento recente divulgado pelo consórcio informa que o programa já movimentou mais de R$ 75 milhões em compras compartilhadas, gerando uma economia média de 20% aos cofres dos estados participantes.
Da reunião com Riedel na Governadoria participaram o secretário de Governo e Gestão Estratégica, Rodrigo Perez, e representantes dos estados que formam o BrC.
“Não é apenas uma união, é uma unidade de decisões políticas e administrativas que indicam a capacidade de cada ente federativo na busca de soluções para a sociedade. Vários problemas podem ser e serão resolvidos de maneira consorciada”, definiu.
A estratégia de compras compartilhadas na área da saúde ganhou escala em 2026, garantindo eficiência e economicidade para Mato Grosso do Sul e todos os estados participantes dos processos licitatórios de compra conjunta. Para 2027, o Consórcio já iniciou o processo licitatório para aquisição de 149 medicamentos, também com adesão de todos os estados.”O Consórcio já adquiriu R$ 75 milhões em medicamentos este ano, uma economia de 20%”, comemorou Riedel.






