Prefeitura da Capital muda finalidade para evitar devolução ao Ministério da Saúde e cancela locação mensal de R$71 mil. Outras viaturas novas permanecem ociosas aguardando estrutura para serem utilizadas na Capital.

A Prefeitura de Campo Grande ativou seis ambulâncias do Samu na terça-feira (20/01), após meses de ociosidade que duraram entre 8 e 13 meses, desde a chegada dos veículos entre dezembro de 2024 e abril de 2025, doados pelo Ministério da Saúde.
Cinco delas substituem viaturas antigas em circulação, enquanto a sexta reforça a Base Centro. De acordo com o Executivo a não utilização dos veículos ocorreu por falta de equipes, infraestrutura e recursos financeiros, impedindo a expansão inicial planejada para 12 unidades (seis para ampliação e seis para renovação).
Motivos da ociosidade e riscos
As ambulâncias ficaram paradas porque o município não conseguiu contratar profissionais, preparar bases operacionais e alocar orçamento, violando o prazo de 90 dias exigido pelo Ministério da Saúde para ativação sob pena de devolução com correção monetária.
Para contornar a devolução, o extinto Conselho Municipal de Saúde aprovou em novembro de 2025 deliberação emergencial “ad referendum”, alterando a finalidade das viaturas de expansão para renovação da frota, formalizada em reunião posterior.
Locação temporária e investigação
Durante o impasse, a prefeitura manteve locação de cinco ambulâncias para não paralisar o Samu, arcando com R$ 71,4 mil mensais, prática questionada pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) por manter novas unidades sem uso.
Com a operação das seis doadas, os contratos de locação foram cancelados, priorizando veículos próprios e reduzindo custos, conforme justificativa da administração para preservar o atendimento emergencial.

Situação atual e pendências
Ainda restam seis ambulâncias doadas paradas, sem data para ativação, pois dependem da resolução de gargalos em recursos humanos e estrutura, mantendo o Samu com bases em Anhanduí e equipe de motolância.
A ativação segue critérios técnicos do Ministério da Saúde, com foco em renovação imediata para evitar perdas financeiras e judiciais, enquanto o serviço atende chamadas em toda a Capital.








