Órgão recolhe 202 animais suspeitos em 2026 e orienta população a não tocar em bichos caídos. Vacinação de pets é essencial.

O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Campo Grande confirmou nesta quinta-feira (19/02) o segundo caso de raiva em morcego na cidade. O animal infectado foi recolhido no Centro, reforçando a vigilância urbana contra a doença.
Embora o CCZ enfatize que não há motivo para pânico, o dado exige atenção redobrada. Morcegos infectados em áreas urbanas são monitorados rotineiramente pelas equipes de saúde. De janeiro até agora, o órgão já recolheu 202 animais com suspeita de raiva – um aumento em relação ao ano passado, impulsionado por denúncias da população.
O primeiro caso foi registrado há poucos dias, no bairro Vivendas do Bosque. O protocolo segue solicitações populares: morcegos caídos, mortos ou em residências são recolhidos, analisados em laboratório de referência e notificados ao município. O CCZ não realiza os exames diretamente.

Orientações para Prevenção
-Não manipule: Evite tocar em morcegos vivos ou mortos. Situações atípicas, como voo diurno ou bicho no chão, indicam possível doença.
-Isole com segurança: Cubra o animal com balde ou caixa, sem usar as mãos, para proteger pessoas e pets.
-Vacine os animais: Mantenha antirrábica de cães e gatos em dia – eles são o principal elo de transmissão humana.
-Procure ajuda imediata: Em caso de exposição (arranhadura ou mordida), vá a uma UBS para profilaxia pós-exposição humana, gratuita pelo SUS.
Respeite o ecossistema: Morcegos saudáveis controlam pragas e só representam risco em contatos diretos anormais. Morcegos em voo noturno cumprem funções ecológicas vitais e não ameaçam.
Canais de Atendimento do CCZ
-Geral: (67) 3313-5000
-WhatsApp (apenas mensagens): (67) 99142-5701
-Recolhimento (seg-sex, 7h-17h): 2020-1801 ou 2020-1789
-Plantão noturno (17h-21h): 2020-1794
-Fins de semana/feriados (6h-22h): 2020-1794






