Vereadores aprovam repactuação salarial de professores da Capital

Aprovação ocorreu menos de 24 horas depois de o projeto entrar na Câmara Municipal

Menos de 24 horas após ser protocolado, o projeto de repactuação da lei que prevê a integralização do valor do piso nacional do magistério por 20 horas em Campo Grande, foi aprovado por unanimidade em regime de urgência na Câmara Municipal.

Vereadores aprovaram projeto por unanimidade (Foto Izaías Medeiros/CMCG)

Desta forma, a matéria aprovada, que vai à sanção da prefeita da Capital, Adriane Lopes (PP), os professores da Reme (Rede Municipal de Educação) recebem já no próximo pagamento aumento de 5%. Outros 5% em janeiro e 4,95% em maio do ano que vem. Em setembro de 2024 será incorporado a reposição de 30% do reajuste anual do piso nacional para o referente ano e os outros 70% em dezembro respectivo.

O Executivo fica autorizado, ainda, a repactuar novamente a lei em 2025, sem precisar passar pelo crivo dos legisladores, nos seguintes termos:

  • 2025: maio – reposição de 100% do reajuste anual do piso nacional e 12% de reajuste em setembro.
  • 2026: maio – reposição de 100% do reajuste anual do piso nacional e 14% de reajuste em setembro.
  • 2027: maio – reposição de 100% do reajuste anual do piso nacional e 15,79% de reajuste em setembro.
  • 2028: maio – reposição de 100% do reajuste anual do piso nacional e 10,39% de reajuste em setembro.

De acordo com o presidente da ACP (Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública), professor Gilvano Kunzler Bronzoni, a aprovação “garante a retomada da valorização tão esperada por nossos professores”.

O projeto havia sido protocolado na semana passada, mas foi retirado pela própria prefeita após pressão do sindicato. Isso porque no texto anterior a mandatária havia incluído um item que abria brecha para o não cumprimento da lei, fato que não fazia parte da tratativa junto aos educadores.

“A aprovação da lei hoje com texto que atende aquilo que pactuamos demonstra o resultado de um trabalho em conjunto da ACP, câmara e prefeita”, completou Gilvano.

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