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Campo Grande, 25 de agosto de 2026

Evangélicos enfrentam estigma de se deixarem usar por Adriane Lopes

  • Geraldo Silva
  • 22 de abril, 2025
  • Geral, Politica
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Empreguismo na prefeitura reforça suspeita de “sequestro” da fé para satisfazer ambições políticas e eleitorais.

“Cabidão”: crise financeira da prefeitura não freou o festival de holerites (no destaque).

A prefeita Adriane Lopes (PP) fez toda a sua vitoriosa campanha pela reeleição garantindo, entre outras coisas, que nunca se sujaria com desvios morais, como o empreguismo e a falta de transparência. E além disso prometeu mil maravilhas à população, como o hospital municipal, a conclusão de obras paradas e o corte drástico das despesas com pessoal, economizando recursos necessários para retomar investimentos que desde sua posse se assemelham a peças de ficção.

Sem muita transparência o “corte drástico” dos gastos com a folha, segue tendencioso.

No entanto, a prefeita seguiu fazendo o que já fazia, contrariando a própria palavra, sobretudo no que diz respeito à falta de transparência e ao “corte drástico” dos gastos com a folha. Passados quatro meses de seu segundo mandato, o que se tem é uma prefeitura inchada e nomeações em cargos que não precisam de concurso e ofertados, generosamente, a fiéis evangélicos, principalmente a líderes de sua congregação religiosa, a Assembleia de Deus Missões (ADM).

Segundo informam vários veículos, entre eles os portais “O Jacaré” e “Diário MS News”, a prefeita, que já havia sido denunciada durante a campanha por fazer da prefeitura um cabide de empregos, continuou a manter ou empregar pastores e pastoras. Em fevereiro, de acordo com os portais, lideranças evangélicas permaneciam na folha, com salários que chegam a R$ 12.118,68. Um dos aquinhoados e membro da cúpula ADM tem um salário mensal de R$ 4.403,97, nomeado coordenador do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) Alair Barbosa Rezende, no Bairro Moreninha II.

Adriane Lopes e o marido, o deputado Lídio Lopes: líderes evangélicos na Capital.              (Foto: Instagram)

Válvulas de escape
Os cargos estão distribuídos para fiéis que ocupam diversas posições na igreja e uma das principais “válvulas de escape” para abrigar o pessoal é a Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania (SAS). O salário de R$ 9.258,48/mês é pago ao superintendente de Gestão Administrativa. E há também privilégio em dobro nesse “cabide”.

Um membro destacado da ADM faturou em fevereiro dois repasses salariais, um de R$ 8.883,72 e outro de R$ 3.893,78, por cargos na Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários e na gestão de um Cras. Ele também foi candidato a vereador, mas não teve sucesso nas urnas. Outro fiel da ADM, um de seus pastores, recebe R$ 6.459,59 para ser gestor de projetos na Sesau (Secretaria Municipal de Saúde).

Assim, vem crescendo a insatisfação dos fiéis que se importam com a história, os princípios e a credibilidade da ADM, uma das maiores igrejas evangélicas do Estado, protagonista de importantes obras de evangelização e ações educativas e filantrópicas em Campo Grande.

Para estes fiéis, o que mais incomoda é o prejuízo da igreja no conceito da opinião pública, por deixar crescer a impressão de que os evangélicos são explorados em sua boa fé e estão sendo utilizados como massa de manobra para os objetivos políticos e eleitorais da prefeita e de seu marido, o deputado estadual Lídio Lopes, também figura proeminente na ADM.

 

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