Ex-secretário da prefeita, sua esposa e o sócio são acusados de desviar recursos públicos.

A prefeita Adriane Lopes (PP) e sua gestão já estão sendo vistas por alguns correligionários e aliados como um caso perdido em matéria de importância político-eleitoral. Os fatos que desgastam a sua imagem já deixaram de ser somente frutos da incompetência administrativa, falta de transparência, decisões equivocadas, barbeiragem jurídica e financeira e relaxamento de responsabilidades na prestação de serviços públicos. O desgoverno fez de Adriane a pior prefeita de todas as capitais.
Estas desqualificações agora se tornam mais graves, acrescidas por acontecimentos indicando a existência de um véu que acoberta práticas nada republicanas e tampouco éticas, com desvios que vão da inépcia no cumprimento das obrigações do serviço público até escândalos sexuais.

Um dos protagonistas desses episódios é o médico e ex-vereador Sandro Trindade Benites, obrigado a deixar a presidência da Funesp (Fundação Municipal de Esportes) ao ser denunciado de agressão pela amante.
E os casos indecorosos do ciclo de poder ‘Adrianista’ não cessam. Agora surge mais um, envolvendo o mesmo ex-presidente da Funesp e familiares, todos acomodados sob o guarda-chuva protetor da prefeita.
Em reportagem sob o título “Dinheiro vivo e reuniões sugerem uso de loja esportiva para lavar dinheiro de Sandro”, o portal Top Mídia News publicou denúncias – atribuídas a ex-amantes de Benites – revelando um esquema de relações nebulosas entre público e privado com dinheiro do contribuinte.

No descaminho
Com imagens e áudios obtidos nas redes sociais, a denúncia traz informações sobre operações de descaminho com dinheiro da prefeitura para abastecer negócios particulares tocados por familiares de Benites na Loja Morena Esportes Locação e Gestão Esportiva Ltda.
O ex-vereador, que já foi também secretário de Saúde de Adriane Lopes, compôs com sua esposa, Melissa Benites, e Leandro Basmage, um triângulo para lavagem de dinheiro, segundo a denúncia.
Leandro Basmage é um dos homens fortes da equipe de Adriane. Em 2024 ela o nomeou diretor-presidente da Agetec (Agência Municipal de Tecnologia e Inovação) e o reconduziu ao cargo para cumprir outro mandato, até 2028.
De acordo com o portal, quem acusa e expõe os registros da denúncia “são mulheres que conviveram com o então diretor-presidente da Funesp”. A Morena Esportes está em nome de sua esposa, Melissa, sócia de Basmage na empresa, segundo a denúncia.

Em espécie
Um dos trechos publicados traz este relato: “A denunciante revela que pegava o dinheiro em espécie e o depositava na conta da Morena Esportes. Uma das imagens enviadas revela o envio de R$ 50 mil.
Em conversa com uma das suas amantes, Sandro pede a ela que vá para a empresa”. No citado diálogo, o ex-vereador sugere à mulher: “Consegue passar lá rapidão na Morena Esportes? Só vou te apresentar um pessoal lá, rapidão”. Esta conversa foi obtida em áudio do celular.
Conforme a mulher que ficou seis anos com Benites e o denunciou à Polícia pelas agressões, uma pessoa do círculo de amizades do amante a instigou a procura uma “ONG (Organização Não-Governamental) falida.
A intenção de Benites seria comprar a ONG e utilizá-la para encaminhar verbas do orçamento da prefeitura obtidas com emendas parlamentares. Para completar o panorama que descrevem, as denunciantes revelam que a Morena Esportes passou por grandes reformas nesse período.
Até o fechamento desta edição nenhum dos citados na matéria do Top Mídia News havia se manifestado.








