Ex-governador lembra que evitou crise ampliando a base das receitas e reduzindo o comprometimento do caixa.

“Não tem milagre na gestão pública. É preciso segurar despesas, economizar no custeio e manter o equilíbrio fiscal”.
Ao ser entrevistado no programa Microfone Aberto, da Massa FM, o ex-governador Reinaldo Azambuja admitiu encarar com preocupação os futuros impactos na economia brasileira se forem mantidos alguns dos equívocos na proposta de reforma tributária. “Mato Grosso do Sul é um dos estados mais prejudicados pelo modelo, que prevê a substituição do ICMS pelo Imposto sobre Valor Agregado (IVA)”, resumiu.
Para ele, há caminhos capazes de evitar tais prejuízos. Mencionou então as medidas que adotaria diante da perda de receitas com o ICMS do gás boliviano. Disse que adotaria soluções adotadas em 2015, quando iniciou seu mandato. “Naquela época, ampliamos a base arrecadatória e reduzimos o tamanho da máquina pública com reforma administrativa, além de equacionar a previdência estadual”.
Desafios
Segundo Azambuja, os principais desafios econômicos enfrentados pelo Estado vêm sendo resolvidos, desde o seu governo, com as medidas básicas. “Não tem milagre na gestão pública. É preciso segurar despesas, economizar no custeio e manter o equilíbrio fiscal”, ensinou. E emendou, dimensionando a importância do modelo municipalista de gestão:
“O Estado ganha junto quando investe nas cidades. E não só na melhoria da arrecadação, mas também na solução de antigas demandas, na desobstrução de gargalos sociais, na infraestrutura”, frisou. O ex-governador reforçou a preocupação com os impactos na economia e propôs iniciativas que priorizem necessidades como a preservação do equilíbrio fiscal e a responsabilidade administrativa, além de viabilizar as garantias de fundos compensatórios.
Sobre os R$ 25 milhões mensais que Mato Grosso do Sul perdeu com a redução no fornecimento de gás, deduziu que a recuperação da receita dependerá tanto de políticas internas quanto da situação política e econômica da Bolívia. Ele reiterou seu olhar para a sustentabilidade nos modelos de crescimento e assegurou que o Estado tornou-se capaz de enfrentar e vencer as crises.






