A pesquisa CNT/MDA revela que a avaliação negativa do governo Lula atingiu 44%, um aumento de 13 pontos percentuais desde novembro de 2024, refletindo a insatisfação crescente da população.
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De acordo com a pesquisa CNT/MDA divulgada nesta terça-feira (25/02), a avaliação negativa do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) alcançou um recorde de 44%, marcando um aumento de 13 pontos percentuais em comparação com a pesquisa anterior realizada em novembro de 2024.
Os dados da pesquisa mostram que a avaliação do governo federal é a seguinte:
Positiva: 28,7% (sendo 9,3% “ótimo” e 19,4% “bom”)
Regular: 26,3%
Negativa: 44% (dividida em 12% “ruim” e 32% “péssimo”)
Não sabe/não respondeu: 1%
Essa avaliação positiva é a mais baixa registrada neste mandato, caindo de 35% na rodada anterior. A pesquisa foi realizada pelo instituto MDA, contratado pela CNT (Confederação Nacional de Transporte), e incluiu 2.002 entrevistas presenciais e domiciliares entre os dias 19 e 23 de fevereiro, com uma margem de erro de 2,2 pontos percentuais.
Comparando com o governo anterior, Lula apresenta uma avaliação negativa superior à de Jair Bolsonaro no mesmo período de mandato. Em fevereiro de 2021, Bolsonaro tinha 36% de desaprovação.
Em relação aos mandatos anteriores de Lula, a situação é bastante diferente. Após dois anos de governo, em fevereiro de 2005, Lula tinha 42% de avaliações positivas, e em março de 2009, esse número subiu para 62%.
Os resultados da CNT/MDA estão alinhados com os dados do Datafolha, que indicaram uma queda na aprovação do presidente para 24% nos últimos dois meses.
Além disso, a desaprovação do desempenho pessoal de Lula atingiu 55%, o maior índice deste mandato, um aumento de nove pontos em relação à pesquisa anterior. A avaliação pessoal é a seguinte:
Aprova: 40,5% (anteriormente 50%)
Desaprova: 55,3% (anteriormente 46%)
Não sabe/não respondeu: 4,2% (anteriormente 5%)
A maioria dos entrevistados (64,8%) acredita que Lula não merece a reeleição, enquanto 31,7% acham que ele deve continuar no cargo por mais quatro anos após 2026.
Quanto à idade do presidente, que completará 81 anos em 2026, a maioria dos respondentes (43,6%) considera que isso não é um fator relevante para sua avaliação. No entanto, 36,2% afirmam que a idade é um problema, preferindo líderes mais jovens, enquanto 17,3% veem a experiência como uma vantagem. Apenas 2,9% não souberam ou não responderam.
(Foto capa e interna: Marcelo Camargo Agência Brasil)