Decisão de Moraes coincide com reunião no Planalto e ignora saúde delicada do ex-presidente.

A vereadora Ana Portela (PL) criticou duramente a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro para a Penitenciária da Papudinha (DF), determinada pelo ministro Alexandre de Moraes nesta quinta-feira (15/01).
O fato foi noticiado pela CNN Brasil quando Bolsonaro já tinha sido retirado da sede da Policia Federal e transferido para a “Papudinha”, sem aviso prévio à defesa ou sociedade.
A medida coincidiu ontem com uma reunião de Moraes com Lula no Planalto, que teria como pauta o Banco Master.
“Foi feito na surdina”
Ana Portela questionou a falta de transparência na operação. “O que mais chama atenção é a forma como isso foi feito. Foi na surdina, sem aviso, sem comunicação clara, sem respeito ao devido processo. Quando noticiaram, Bolsonaro já estava na Papudinha. Isso não é normal, isso não é democrático.”
A parlamentar defendeu ampla publicidade para decisões envolvendo ex-presidentes.
Saúde delicada e risco de vida
A vereadora destacou os problemas médicos de Bolsonaro. “Estamos falando de um homem doente, que passou por cirurgias recentes, que precisa de cuidados médicos permanentes. Jair Bolsonaro tinha, sim, direito à prisão domiciliar humanitária, e isso foi ignorado.” “O que está sendo feito é expor Jair Bolsonaro a um risco real de vida. Se algo acontecer, essa responsabilidade terá nome e sobrenome.”

Chamado à união da direita
Portela convocou mobilização política. “Está claro que o sistema não quer ver o nome de Jair Bolsonaro nas urnas. Mas não é só isso: não querem vê-lo somando, apoiando, influenciando qualquer outra candidatura.” “A direita precisa se unir agora. Defender Jair Bolsonaro é defender a democracia, o voto popular e o legado de milhões de brasileiros que ele representa.”
O episódio reacende debate sobre garantias individuais e limites do Estado de Direito.








