A vítima sofreu ferimentos na cabeça e na mão, com lesão que comprometeu momentaneamente os movimentos. A agressora tem histórico de expulsão de outra escola por violência

Na noite de quarta-feira (25/06), uma estudante foi esfaqueada por uma colega na saída da Escola Estadual Ulisses Serra, localizada no Indubrasil, em Campo Grande. A vítima, identificada apenas como G., sofreu ferimentos na cabeça e na mão, com lesão no tendão que comprometeu momentaneamente os movimentos do membro. Após ser socorrida pela comunidade, ela passou por cirurgia na Santa Casa e segue internada, sem previsão de alta.
Vídeos e relatos nas redes sociais mostram a confusão que começou no interior da escola, quando a agressora, chamada Rebeca, aparentemente se irritou com um olhar da vítima. Segundo testemunhas, Rebeca havia ameaçado: “vou pegar a G* na saída”, antes de desferir os golpes que quase atingiram a jugular. Uma moradora, que presenciou o ataque, relatou: “Ela estava ensanguentada, peguei ela e levei ao posto de saúde. Depois foi encaminhada à Santa Casa, onde passou por cirurgia”.
A testemunha também destacou que, sem a intervenção de um rapaz que conteve a agressora (aparece nas imagens do vídeo), Rebeca poderia ter cometido um crime ainda mais grave. Após a agressão, a suspeita tentou fugir em direção a uma área de mata próxima, mas foi detida pela Polícia Militar, que já investiga as motivações do ataque.
HISTÓRICO
Rebeca, cuja identidade foi preservada pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, teria sido expulsa de outra escola anteriormente, por comportamento agressivo semelhante ao registrado quarta-feira (25/06).
Pais de estudantes da escola emitiram mensagens em grupos de pais, levantando preocupação com a segurança no entorno da escola, mas evitaram minimizar o caso como uma simples “briga de adolescentes”.
INVESTIGAÇÃO
O caso já foi registrado e está sendo tratado como uma tentativa de homicídio com uso de arma branca, conforme interpretação inicial das autoridades. A vítima, G., está recebendo cuidados e sendo acompanhada quanto à recuperação da mão atingida em relação ao movimento dos dedos.
A Polícia Civil está investigando, incluindo a análise de vídeos das redes sociais e testemunhos, para construir o inquérito.
PRESSÃO POR POSTURA
Até o presente momento, a direção da escola não se posicionou publicamente. Pais e responsáveis exigem instalação de medidas de segurança, como monitoramento por câmeras, controle de acesso no horário de entrada e saída e apoio psicológico a ambos os estudantes.
A Secretaria de Educação do Mato Grosso do Sul ainda não divulgou ação oficial sobre o assunto.
Confira a briga das adolescentes no vídeo abaixo fornecido pelo site ‘A Onça’:






