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Campo Grande, 29 de outubro de 2026

Técnico do HRMS é solto após acusação de estupro em  UTI

  • 25 de julho, 2026
  • Polícia
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Defesa fala em inocência e contesta denúncia. O técnico de enfermagem deixou a Deam em Campo Grande nesta sexta-feira e a investigação segue sob sigilo.

Momento em que o técnico de enfermagem de 52 anos, sai da prisão ontem a tarde, após 11 dias detido.

O técnico de enfermagem de 52 anos, preso após ser acusado de estuprar uma paciente no HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul), foi solto na tarde desta sexta-feira (24/07), em Campo Grande, após 11 dias detido na Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher). A saída ocorreu por volta das 16h30 e foi acompanhada por familiares, que aguardavam no local com cartazes.

O advogado do acusado, Matheus Morandi afirmou que pediu o relaxamento da prisão depois que o servidor prestou depoimento à Polícia Civil. A defesa sustenta que não há elementos que apontem a prática do crime e diz aguardar a conclusão do inquérito para demonstrar a inocência do cliente.

O técnico solto foi recebido pela família e amigos com faixa.

Defesa nega crime
A linha adotada pela defesa é de contestação integral da acusação. O advogado afirma que o técnico de enfermagem insiste em sua inocência e que, no horário em que o crime teria ocorrido, ele não estaria sozinho no setor da UTI. Também alega que a rotina da unidade impediria esse tipo de situação sem testemunhas ou possibilidade de isolamento da paciente.

A defesa também mencionou o estado clínico da vítima no momento da denúncia, dizendo que ela estaria sob medicação forte após extubação, o que, na avaliação do advogado, poderia ter interferido na percepção dos fatos. Essa versão, porém, ainda precisa ser confrontada com os elementos reunidos pela investigação.

Investigação sob sigilo
O caso segue em apuração e o inquérito tramita sob sigilo, o que limita a divulgação de detalhes sobre provas, depoimentos e eventuais diligências. A Polícia Civil conduz a investigação, enquanto a defesa afirma que pretende ter acesso aos autos para analisar o material já produzido.

Desde o início das apurações, o HRMS informou ter afastado o servidor das atividades e aberto sindicância interna para apurar os fatos, assegurando contraditório e ampla defesa. A instituição também disse que presta assistência à vítima, que acabou sendo transferida para a Santa Casa, após o ocorrido.

O que diz a acusação
A denúncia foi feita por uma paciente de 27 anos, que afirmou ter sido estuprada no dia 10 de julho dentro da UTI do HRMS. Segundo o relato divulgado pela família, o caso teria ocorrido durante o procedimento de aplicação de medicamentos, e a jovem teria contado o episódio a uma técnica de enfermagem, pedindo para que repassasse a informação aos parentes, pois iria demorar até chegar a hora da visita.

A família diz que só soube da situação horas depois, durante visita, e afirma que a paciente estava internada desde 15 de junho por complicações na gravidez e no pós-parto. A versão acusatória ainda precisa ser confrontada com os elementos técnicos colhidos pela polícia e com os resultados da apuração sigilosa em andamento.

Próximos passos
Com a soltura, o caso entra em uma nova fase processual, mas sem encerramento da investigação. A apuração deve seguir para verificar a consistência da denúncia, ouvir novas versões e confrontar o que foi relatado pela vítima, pela defesa e por testemunhas ou profissionais que possam ter relação com o atendimento na UTI.

 

A defesa aposta na ausência de provas e na tese de inocência, enquanto a investigação busca esclarecer o que ocorreu no hospital. Até aqui, o caso permanece cercado por sigilo e por versões opostas.

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