Júnior Couto Contreras do Espírito Santo, de 22 anos, teve prisão preventiva decretada; crime aconteceu em 11 de agosto, corpo foi escondido em matagal.

Júnior Couto Contreras do Espírito Santo, de 22 anos, o principal suspeito do assassinato de Victória Roberta de Miranda Rodrigues, de 21 anos, foi preso nesta quarta-feira (17/09) em Corumbá, conforme informou a Polícia Civil.
O crime ocorreu no dia 11 de agosto, quando o corpo da jovem foi encontrado em uma área de mata na Rua Ceará, entre o Anel Viário e a Rua Sete de Setembro, no bairro Popular Nova.

Novos detalhes sobre o caso
Victória desapareceu na noite de sábado, 9 de agosto, após ir a uma festa com duas amigas. As três teriam sido convidadas pelo suspeito para seguir até a casa dele depois do evento.
Segundo testemunhas, a jovem foi golpeada com um canivete na residência do acusado, na parte alta de Corumbá. O corpo teria permanecido na casa por quase um dia antes de ser levado ao local onde foi abandonado.
No local onde o corpo foi encontrado, havia um corte profundo no pescoço, e sacos plásticos foram amarrados aos pés da vítima. O corpo também apresentava sinais visíveis de agressões físicas.
Investigadores apuram se Júnior Contreras contou com auxílio de terceiros para transportar o corpo até o matagal, e também qual veículo poderia ter sido utilizado.
O suspeito possui antecedentes criminais por tráfico de drogas e disparo de arma de fogo.
Prisão e andamento
A prisão foi feita em operação conjunta entre a Polícia Militar (6º BPM) e o Setor de Investigações Gerais (SIG) da 1ª Delegacia de Polícia Civil. O mandado de prisão preventiva contra Júnior foi cumprido no bairro Cristo Redentor.
Testemunhas (duas irmãs amigas da vítima) estavam com Victória na noite do ocorrido e presenciaram parte do crime. Uma delas chegou a ser mantida em cárcere privado na Bolívia, segundo a polícia, mas foi devolvida às autoridades brasileiras em 13 de agosto.
A vítima deixa duas filhas pequenas, de 2 e 4 anos, que agora estão sob os cuidados da avó.
A Polícia Civil continua as investigações para confirmar a dinâmica completa dos fatos, coletar provas periciais, esclarecer se houve tortura ou abuso além das agressões já constatadas, e identificar eventuais cúmplices ou colaboradores no ato de ocultação do cadáver.
Qualquer informação que ajude pode ser repassada anonimamente por meio dos telefones (67) 3231-7665 ou (67) 3234-7111.






