João Augusto segue sob prisão preventiva em Campo Grande após cometer duplo feminicídio com requintes de crueldade.

O jovem João Augusto Borges de Almeida, de 21 anos, que confessou o assassinato brutal da esposa Vanessa Eugênia Medeiros, de 23 anos, e da filha do casal, a bebê Sophie Eugênia Borges, de apenas 10 meses, foi transferido para a Penitenciária Estadual Masculina de Regime Fechado da Gameleira II, conhecida como “Federalzinha”, em Campo Grande (MS). O criminoso está isolado, medida adotada para preservar sua integridade física devido à repercussão e à gravidade do crime.
A transferência ocorreu logo após a audiência de custódia, realizada na quinta-feira (29/05). Durante a audiência, João afirmou que sofreu agressões durante a prisão, relatando tapas, socos e uso de spray de pimenta. O juiz Valter Tadeu Carvalho, porém, decretou a prisão preventiva, destacando que o crime chocou toda a sociedade e que medidas alternativas à prisão seriam insuficientes.
No despacho, o magistrado escreveu: “O réu tirou a vida da companheira e da própria filha de menos de um ano de idade. Tal conduta demonstra, por si só, que sua liberdade representa risco concreto à ordem pública”.
As denúncias de agressão feitas por João serão apuradas pelo Grupo de Atuação Especial de Controle Externo da Atividade Policial (Gacep) e pela Corregedoria da Polícia Civil, conforme determinado pelo juiz.

Entenda o caso
O crime aconteceu na última segunda-feira (27/05), no período da tarde, enquanto João estava de folga do trabalho. Ele contou em depoimento que matou Vanessa com um golpe de mata-leão e, em seguida, esganou a filha, que estava no quarto do casal. Após os assassinatos, ele arrastou os corpos até o banheiro, trancou o local e voltou ao trabalho como se nada tivesse ocorrido.
À noite, João retirou os corpos, colocou-os no porta-malas do carro e seguiu até uma área de mata no Indubrasil, em Campo Grande. No local, colocou os corpos de mãe e filha “abraçados”, cobriu com um cobertor e ateou fogo. A cena foi descoberta por um vigilante que passava pela região e acionou a Polícia Militar.

O crime gerou comoção nacional, principalmente pela brutalidade e pelo fato de a vítima ser sua própria família. Na penitenciária, João está em uma cela individual, sem contato com outros detentos, uma medida padrão para casos de repercussão e risco elevado.
A Polícia Civil segue com as investigações para esclarecer completamente as circunstâncias do crime. O Ministério Público deverá denunciar João por duplo feminicídio com agravantes de meio cruel e impossibilidade de defesa das vítimas.








