Grupo utilizava acesso indevido a sistemas de operadoras para realizar fraudes com portabilidade telefônica em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou na manhã desta terça-feira (03/06) a Operação “Porta 67”, visando desarticular uma quadrilha especializada em fraudes com portabilidade telefônica. A investigação teve início em maio de 2023, após o governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PSDB), ter seu celular clonado.
Durante a Operação, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande. A quadrilha utilizava acessos indevidos aos sistemas internos de operadoras de telefonia, adquiria e descartava chips telefônicos e usava logins para burlar os mecanismos de segurança das empresas.
Os criminosos solicitavam a portabilidade de números telefônicos utilizando dados pessoais das vítimas. No caso do governador Riedel, o número foi transferido para outra operadora, fazendo com que ele perdesse o acesso à linha. A investigação revelou que os autores estavam em Várzea Grande.

Inicialmente, um inquérito foi instaurado em Mato Grosso do Sul e posteriormente encaminhado à Polícia Civil de Mato Grosso, que continuou apurando os crimes de tentativa de estelionato e associação criminosa.
A operação recebeu o nome “Porta 67” em referência ao DDD de Mato Grosso do Sul (67) e à prática de portabilidade indevida realizada pelos investigados. Segundo a Polícia Civil, os crimes cibernéticos praticados pelos criminosos geravam prejuízos não apenas para Riedel, mas também representavam um grave risco à segurança digital de autoridades públicas e cidadãos em geral.
O delegado titular da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), Guilherme Berto Nascimento Fachinelli, destacou que as diligências revelaram um modo de atuação articulado e tecnicamente estruturado, com uso de ferramentas internas das operadoras e divisão de tarefas entre os envolvidos. Ele ressaltou a importância do foco na prevenção e repressão a crimes cibernéticos e digitais diante da crescente sofisticação dessas práticas criminosas.








