Cerca de 90 mandados atingem MS e MG em esquema de R$ 40 milhões com policiais corruptos.

A manhã desta quarta-feira (18/03) parou no Camelódromo de Campo Grande. Mais de 15 viaturas bloquearam a quadra inteira e interditaram acessos, como a rua Anhanduí, isolando o centro comercial durante operação conjunta da Polícia Federal (PF), Receita Federal e Polícia Civil.
A ação, batizada de Operação Iscariotes, cumpre mandados de busca e apreensão em boxes específicos. Apenas autorizados acessam o local, com viaturas descaracterizadas reforçando o cerco. Celulares foram apreendidos, e uma loja vizinha, em frente ao Camelódromo, passou por vistoria. Equipes atuam ainda no Bairro Universitário e em condomínio no Alphaville.

Deflagrada pela PF e Receita Federal, a ofensiva desmantela organização criminosa acusada de contrabando, descaminho, lavagem de dinheiro e corrupção. Liderada pela Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários (DELEFAZ/MS), a investigação revela importação ilegal de eletrônicos de alto valor, sem fiscalização aduaneira. Produtos entravam escondidos em cargas regulares e eram distribuídos em Campo Grande e cidades de Minas Gerais, via veículos com compartimentos secretos.
Polícia Federal aponta lavagem de capitais para ocultar lucros. Policiais ativos e aposentados participavam: vazavam dados sigilosos de sistemas e, em flagrantes, transportavam cargas. Seis empresas tiveram atividades suspensas por envolvimento no esquema.
Por ordem da Justiça Federal, 90 ordens judiciais atingem Mato Grosso do Sul (Campo Grande, Dourados) e Minas Gerais (Belo Horizonte, Vespasiano, Montes Claros). Incluem 31 buscas e apreensões, 4 prisões preventivas, 1 monitoramento eletrônico, 2 afastamentos de função, 6 suspensões de porte de arma e bloqueio de R$ 40,2 milhões em bens de 12 pessoas físicas e jurídicas — como 10 imóveis e 12 veículos.
Mais de 200 policiais mobilizados contam com apoio das corregedorias da PRF, PM, PC e Corpo de Bombeiros de MS.
As medidas incluem 31 mandados de busca e apreensão, quatro mandados de prisão preventiva, um monitoramento eletrônico, dois afastamentos de função pública, seis suspensões de porte de arma e bloqueio de bens de 12 pessoas físicas e jurídicas, que somam cerca de R$ 40 milhões.
Entre os bens atingidos estão pelo menos 10 imóveis e 12 veículos, além da suspensão das atividades de seis empresas.
Ao todo, mais de 200 policiais participam da operação, que conta ainda com apoio das corregedorias da Polícia Rodoviária Federal, Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul.
(Foto: Capa Gabriel do Carmo)








