Depósito no Bairro Coronel Antonino era monitorado há um ano e tinha produtos prontos para envio pelos Correios.

Uma operação conjunta entre a Receita Federal e o Garras (Delegacia de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros) resultou na prisão de quatro pessoas — dois gerentes e dois motoristas — e na apreensão de perfumes importados contrabandeados avaliados em cerca de R$ 15 milhões, na noite desta segunda-feira (13/10), em Campo Grande (MS).

O depósito, localizado na Rua Antônio Mena Gonçalves, no Bairro Coronel Antonino, vinha sendo monitorado há cerca de um ano por suspeita de envolvimento em um esquema de contrabando e comércio ilegal de produtos importados. As mercadorias eram enviadas pelos Correios para lojas de várias regiões do Estado.
De acordo com o auditor fiscal Daniel César Benites, a Receita Federal ainda fará a contagem total dos itens e analisará se parte dos produtos é falsificada. “São perfumes importados em geral. Ainda não temos como definir as marcas com precisão, mas o valor é expressivo”, afirmou.

O depósito funcionava sob o nome “Top Perfumes” e armazenava centenas de caixas embaladas e prontas para envio, o que reforça a estrutura organizada do esquema. O local já havia sido alvo de pequenas apreensões anteriores, também relacionadas ao comércio irregular de perfumes de luxo.
Durante a ação, os agentes encontraram um catálogo com diversas marcas de alto padrão, entre elas Christian Dior, Carolina Herrera, Paco Rabanne, Chanel, Versace, Gucci, Prada, Jean Paul Gaultier, Yves Saint Laurent, Giorgio Armani, Dolce & Gabbana, Bvlgari, Hugo Boss e Valentino.
Após a apreensão, toda a carga foi encaminhada ao depósito da Receita Federal, onde passará por processo administrativo de perdimento. Veículos utilizados na operação também serão apreendidos. O Ministério Público e a Polícia Federal foram acionados e poderão bloquear bens e valores dos envolvidos.
Segundo a Receita Federal, o prejuízo causado pelo grupo criminoso pode ultrapassar milhões de reais. As investigações continuam para identificar outros participantes e mapear a rede de distribuição dos produtos contrabandeados.






