Condenado pela morte de Eliza Samudio, Bruno Fernandes deve se reapresentar ao sistema prisional, após descumprimento de exigências obrigatórias para a formalização da liberdade condicional.

A Justiça do Rio de Janeiro revogou a liberdade condicional do ex-goleiro Bruno Fernandes, condenado a mais de 22 anos de prisão pelo homicídio de Eliza Samudio.
A decisão foi tomada nesta sexta-feira (06/02), pela Vara de Execuções Penais (VEP) e ocorre dois dias após o ex-atleta ter sido visto na partida entre Flamengo e Internacional, pelo Campeonato Brasileiro.
Segundo a decisão judicial, a revogação do benefício não está relacionada diretamente à presença de Bruno no estádio, mas ao descumprimento de exigências obrigatórias para a formalização da liberdade condicional.
Segundo a VEP, o ex-goleiro deixou de comparecer a atos e procedimentos exigidos pela Justiça. Com a nova determinação, Bruno tem prazo de cinco dias para se reapresentar ao sistema penitenciário e retornar ao regime semiaberto.
Caso não cumpra a ordem, a Justiça poderá expedir um mandado de prisão.
A decisão ganhou repercussão após Bruno ter sido flagrado no Maracanã, na última quarta-feira (04/02), durante o jogo entre Flamengo e Internacional.
A presença do ex-goleiro no estádio gerou críticas e reacendeu debates sobre o cumprimento das penas impostas pela Justiça.
Bruno foi condenado à pena de 23 anos e 1 mês de reclusão pelos crimes de homicídio qualificado, sequestro, cárcere privado e lesão corporal de Eliza Samudio, com quem teve um filho.
De acordo com os cálculos da VEP, a previsão do término de sua pena é 8 de janeiro de 2031.
Após algumas transferências para alguns estados, em razão das ofertas de trabalho que Bruno recebeu no período que tentou retornar à carreira de goleiro de futebol, em 2021, a execução penal de Bruno foi transferida para a VEP do Rio de Janeiro e foi mantido o cumprimento da pena em regime semiaberto.
Em janeiro de 2023, o juízo da Vara de Execuções Penais deferiu a progressão da pena para livramento condicional. Foi verificado pela VEP que todas as intimações destinadas ao ex-goleiro para comunicação do benefício retornaram negativas.
Dessa forma, Bruno não compareceu à cerimônia de concessão do benefício do livramento condicional para oficializar a progressão.
Na decisão concedendo novo prazo para Bruno oficializar o benefício, o juiz também determinou a interrupção do cumprimento da pena, no período desde a concessão do livramento condicional até a sua oficialização.

Entenda o caso
O goleiro Bruno Fernandes foi condenado em 2013, a 23 anos e 1 mês de prisão pelo homicídio triplamente qualificado, sequestro e ocultação de cadáver de sua ex-namorada Eliza Samudio, desaparecida em junho de 2010.
A modelo, mãe do filho do goleiro, foi assassinada em Minas Gerais, mas seu corpo nunca foi encontrado.
O atleta obteve progressão para o regime semiaberto em 2019 e, desde janeiro de 2023, está em liberdade condicional.
Com informações do Portal Jornal Extra e Agência Brasil








