O GCM Rodrigo Bernardes Benites foi preso ano passado pela PM com dois celulares que havia tomado em assalto a duas mulheres minutos antes e com outros três aparelhos telefônicos que não soube informar a procedência, além da pistola de brinquedo

A prefeita Adriane Lopes (PP) publicou, no Diogrande desta quarta-feira (22/07), a demissão de Rodrigo Bernardes Benites, lotado na Sesdes, com base em incontinência pública e conduta escandalosa. A penalidade decorre de processo administrativo disciplinar (PAD) instaurado para apurar a conduta funcional do servidor.
O caso ganhou destaque em abril de 2025, quando Rodrigo foi preso em flagrante após ameaçar vítimas com uma pistola falsa e levar celulares de mulheres no bairro Vila Nasser na Capital. Na época, a própria prefeitura informou que ele já estava afastado das funções e em processo de demissão, mas a punição só foi oficializada agora.
PRISÃO E ACUSAÇÕES
Segundo as informações divulgadas na época, o guarda municipal usava uma motocicleta e uma arma de brinquedo para praticar os roubos. A PM localizou o suspeito com celulares subtraídos e apreendeu a pistola falsa usada para intimidar as vítimas.
As vítimas relataram ameaças durante a ação criminosa e Rodrigo acabou preso, levado à delegacia e foi reconhecido pelas vítimas. Depois, a Justiça converteu o flagrante em prisão preventiva, enquanto o processo interno seguia na administração municipal.
AFASTAMENTO PROLONGADO
Sete dias após a prisão, o então comandante da GCM, Anderson Gonzaga, determinou o afastamento do servidor e a abertura de um PAD. Em dezembro de 2025, a prefeitura ainda prorrogou o afastamento por mais 60 dias, mostrando que o procedimento administrativo seguia em andamento antes da demissão publicada agora.
Esse intervalo ajuda a explicar por que a medida disciplinar saiu só agora, cerca de 15 meses depois da prisão em flagrante. O caso também permaneceu sob acompanhamento judicial, com medidas cautelares aplicadas ao servidor durante a tramitação.
REPERCUSSÃO
Na prática, a demissão encerra a permanência de Rodrigo na Guarda Civil Metropolitana após a conclusão do processo administrativo. A publicação oficial não detalha toda a fundamentação do PAD, mas confirma a punição máxima no âmbito funcional.
Os 15 meses transcorridos para a demissão entre a gravidade da acusação e o tempo até a punição definitiva foi longo, já que o caso envolveu roubo, ameaça com simulacro de arma e repercussão direta na área de segurança pública da Capital.






