Guilherme Scucuglia Cezar está entre os alvos da Operação Infiltrados II. A apuração envolve nove policiais civis que atuaram na unidade de Dourados.

O delegado Guilherme Scucuglia Cezar, ex-titular da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron), é um dos alvos de mandados de busca e apreensão da Operação Infiltrados II, deflagrada nesta quinta-feira (5 de novembro) pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco). A investigação apura suspeitas de desvio de drogas apreendidas, principalmente cocaína, com a participação de policiais civis.
Até a publicação da reportagem consultada, às 9h03, não havia informação sobre a localização do delegado ou sobre o resultado das buscas relacionadas a ele. A notícia o identifica como alvo de busca e apreensão, sem informar a existência de ordem de prisão em seu nome.
Guilherme chefiou a Defron, em Dourados, até maio deste ano, quando foi transferido para a função de delegado adjunto da Delegacia Regional de Nova Andradina. A mudança ocorreu no mesmo período em que outros seis servidores, entre investigadores e escrivães, deixaram a unidade. Conforme a portaria mencionada pelo Campo Grande News, a transferência do delegado foi feita a pedido e atendia à conveniência do serviço.
Investigação aponta três formas de retirada das drogas
Segundo a apuração, os policiais investigados teriam desviado entorpecentes durante apreensões, retirado cargas armazenadas no depósito da delegacia e subtraído parte do material encaminhado à incineração. Os fatos investigados abrangem o período entre junho de 2025 e maio de 2026.
Um dos episódios envolve mais de 500 quilos de cocaína que deveriam ter sido destruídos em setembro de 2025. Conforme a investigação, a droga teria retornado ao tráfico em vez de ser incinerada.
Nesta etapa, a operação prevê o cumprimento de quatro mandados de prisão preventiva e 11 de busca e apreensão em Dourados, Ponta Porã, Nova Andradina e Santa Terezinha de Itaipu, no Paraná. Ao todo, nove policiais civis que estavam lotados na Defron no período investigado são alvos de medidas judiciais. O Ministério Público não detalhou a conduta atribuída individualmente a cada um.
Quando as transferências na delegacia vieram a público, em maio, Guilherme declarou desconhecer a investigação. Na ocasião, afirmou que as alterações no quadro de servidores eram ajustes relacionados à chegada de policiais aprovados em concurso.
A Operação Infiltrados II conta com o apoio da Corregedoria da Polícia Civil, do Batalhão de Choque da Polícia Militar e do Gaeco do Paraná.









