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Campo Grande, 13 de outubro de 2026

Família denuncia: Medicamento trocado pode ter matado idosa em hospital particular da Capital

  • 11 de julho, 2026
  • Polícia
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Vítima de 93 anos teria recebido bolsa de potássio identificada com o nome de outra paciente antes de piorar e morrer. O caso foi registrado como homicídio culposo e será investigado pela Polícia Civil.

A família identificou que a idosa estava recebendo medicamento na veia com nome de outra paciente. (Foto: Imagem Ilustrativa)

A idosa de 93 anos deu entrada em um hospital particular, em Campo Grande(MS), no domingo (05/07), após apresentar alteração de pressão arterial e dores no peito.

No atendimento inicial foram realizados três eletrocardiogramas; a suspeita inicial de infarto acabou sendo descartada por uma cardiologista. Por falta de vaga em apartamento, a paciente permaneceu na ala amarela da unidade.

Atraso na administração de remédios
Segundo relato da família ao hospital e à polícia, na segunda-feira (06/07) medicamentos prescritos — entre eles quetiapina e alprazolam — não teriam sido administrados nos horários previstos. Após a insistência de uma das netas, a medicação teria sido aplicada apenas por volta das 23h.

Medicação de outra paciente
Na madrugada de terça-feira (07/07) a idosa foi transferida para um apartamento. Na manhã seguinte, por volta das 10h, ela apresentou piora no quadro clínico, ficando pálida e apática. A família afirma que a filha da paciente percebeu então que a medicação que estava sendo administrada por via intravenosa era uma bolsa de potássio com identificação de outra paciente, que teria o mesmo nome e sobrenome diferente da vítima.

Reação clínica e procedimentos
Após a identificação do suposto erro, os familiares relatam que os batimentos cardíacos da idosa passaram por grande oscilação, variando entre cerca de 140 e 30 batimentos por minuto. O boletim de ocorrência registra ainda que a equipe de enfermagem retirou um equipamento do quarto, atitude que gerou inquietação entre os parentes.

Comunicação sobre o estado de saúde e óbito
Na manhã de quarta-feira (08/07) uma médica informou aos familiares que o estado da paciente era irreversível e que o óbito poderia ocorrer em poucas horas. A idosa faleceu na tarde de quarta-feira.

Registro policial e investigação
A família registrou o caso na 3ª Delegacia de Polícia Civil. O registro foi feito como homicídio culposo — quando não há intenção de matar — e a investigação deverá apurar se houve falha no atendimento, erro na administração de medicamentos ou problemas de identificação entre pacientes com nomes semelhantes.

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