O caso que ocorreu sábado na Capital é investigado como maus-tratos e abandono. A criança teve convulsão, traumatismo craniano e intoxicação alcoólica.

Uma menina de 2 anos permanece internada em estado grave no CTI (Centro de Terapia Intensiva) da Santa Casa de Campo Grande (MS), após ingerir cerca de meia garrafa de catuaba e sofrer uma queda da cama, na noite de sábado (07/02), no bairro Coophavila II.
Segundo o registro policial, a criança foi levada inicialmente pela mãe, de 20 anos, ao posto de saúde do Coophavila II após apresentar um episódio de convulsão durante a triagem.
No atendimento, a mulher relatou que a filha teria tomado a bebida alcoólica sem supervisão, pois a garrafa estava no chão da casa; em seguida, a menina ficou sonolenta, foi colocada na cama e caiu, batendo a cabeça.
Os médicos constataram intoxicação alcoólica, traumatismo cranioencefálico com sinais de alerta, hipoglicemia e crise convulsiva, quadro considerado extremamente grave para a idade.
A criança foi estabilizada e, devido à gravidade, transferida pelo Samu para a Santa Casa, onde segue em monitoramento intensivo.
Situação da família e atuação do Conselho Tutelar
Ainda durante o atendimento, a mãe deixou a unidade de saúde antes da chegada da Polícia Militar.
Quem permaneceu no local foi a avó materna, que relatou aos policiais que a filha é usuária de álcool e drogas e costuma passar as noites fora de casa, sem que a família saiba com quem a criança fica nesses períodos.
Ela também disse que a residência é frequentada por usuários de drogas, com livre circulação de pessoas, e que o Conselho Tutelar já havia sido acionado outras vezes, sem segundo ela, medidas efetivas.
Com apoio de outra viatura, a mãe foi localizada em casa e levada para atendimento médico.
Ela apresentava ferimentos de faca no braço e trauma na perna esquerda, afirmando ter sido agredida por pessoas que frequentam a residência. A jovem também confessou ter ingerido bebida alcoólica e fumado maconha antes do episódio.
O Conselho Tutelar foi novamente acionado e acompanha o caso. A orientação, por enquanto, é que a avó acompanhe a criança durante a internação, mas sem assumir formalmente a guarda, enquanto a situação familiar é analisada em conjunto com a Justiça e a Polícia Civil.
Investigação
A ocorrência foi registrada na Cepol (Delegacia Especializada) como suspeita de fornecimento de bebida alcoólica a criança, abandono de incapaz e maus-tratos por negligência.
A lesão sofrida pela mãe também será apurada, para verificar se há outros crimes envolvidos.
Até a última atualização, não havia novo boletim médico oficial sobre o estado de saúde da menina, que segue em acompanhamento na Santa Casa.






