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Campo Grande, 03 de outubro de 2026

Clubes eram obrigados a repassar até 20% dos patrocínios para grupo de Cezário

  • 11 de junho, 2024
  • Polícia
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As revelações de Miro corroboram as investigações do Gaeco e evidenciam a amplitude do esquema criminoso

As investigações do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) que levaram à prisão de Francisco Cezário de Oliveira e outros seis na Operação Cartão Vermelho, em 21 de maio, continuam a revelar detalhes chocantes sobre o esquema de corrupção na Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul (FFMS).

Cezário entrando em viatura do Gaeco após buscas na casa dele. (Foto: Henrique Kawaminami)

De acordo com as apurações, membros da suposta organização criminosa liderada por Cezário exigiam que os clubes devolvessem até 20% do valor obtido em patrocínios intermediados pela FFMS. Essa prática, que se estendia a times de todos os portes, configurava-se como um verdadeiro sistema de propina milionária que manchava o futebol sul-mato-grossense.

Jamiro “Miro” Rodrigues de Oliveira, ex-presidente do Misto Esporte Clube e vice-presidente da FFMS na época, confirmou em depoimento o esquema de cobrança de propina. Segundo Miro, quando um clube obtinha um patrocínio através da FFMS, era obrigado a negociar uma porcentagem do valor para os membros da organização criminosa. O pagamento, na maioria das vezes, era feito em dinheiro vivo, para evitar rastros.

As revelações de Miro corroboram as investigações do Gaeco e evidenciam a amplitude do esquema criminoso. A FFMS, que deveria ser uma entidade séria e comprometida com o desenvolvimento do futebol no estado, se transformou em um palco de corrupção e extorsão.

O caso é um duro golpe para o esporte sul-mato-grossense e exige medidas firmes por parte das autoridades. É necessário que todos os envolvidos sejam responsabilizados e que o futebol de Mato Grosso do Sul seja reconstruído em bases sólidas e transparentes.

Acompanhe a seguir alguns pontos importantes sobre o caso:

  • Operação Cartão Vermelho: Deflagrada em 21 de maio, a operação prendeu Francisco Cezário de Oliveira, ex-presidente da FFMS, e outros seis suspeitos de envolvimento em um esquema de corrupção.
  • Exigência de propina: Clubes eram obrigados a repassar até 20% do valor de patrocínios intermediados pela FFMS para membros da organização criminosa.
  • Depoimento de Miro: Ex-vice-presidente da FFMS, Jamiro “Miro” Rodrigues de Oliveira confirmou em depoimento o esquema de propina.
  • Pagamento em dinheiro vivo: A maioria dos pagamentos era feita em espécie para evitar rastros.
  • Impacto no futebol sul-mato-grossense: O caso é um duro golpe para o esporte no estado e exige medidas firmes para combater a corrupção.

A sociedade sul-mato-grossense espera que a justiça seja feita e que o futebol local possa ser resgatado do mar de lama em que se afundou.

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