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Campo Grande, 19 de agosto de 2026

Câmeras corporais para PRF em MS, mas só a partir de 2026

  • 17 de junho, 2024
  • Polícia
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Atualmente, policiais de cinco estados já usam o acessório durante a rotina de trabalho

A utilização de câmeras corporais por policiais em Mato Grosso do Sul ainda está em fase de testes, mas a expectativa é que a tecnologia seja integrada à rotina das forças de segurança do estado a partir de 2026. A iniciativa, que já é realidade em cinco estados brasileiros, visa aumentar a transparência e a segurança pública, tanto para os cidadãos quanto para os próprios policiais.

Modelo de câmera que está sendo testada pela PRF (Foto: Divulgação)

Cinco modelos diferentes de câmeras estão sendo avaliados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) desde maio deste ano. A fase de testes está sendo realizada em cinco cidades cuidadosamente selecionadas: São José (SC), Uberlândia (MG), Cascavel (PR), Sorriso (MT) e Araguaína (TO). Os critérios para a escolha das cidades incluíram densidade demográfica, localização e aspectos climáticos, garantindo que os testes sejam realizados em cenários diversos.

Implementação gradual das câmeras corporais em todo o país, com previsão de chegada em Mato Grosso do Sul neste ano.

O Governo do Estado de MS ainda não definiu se irá aderir ao uso das câmeras corporais. Aguardando os resultados dos testes realizados pela PRF e a experiência de outros estados, o governo busca avaliar a viabilidade e o impacto da tecnologia antes de tomar uma decisão. A Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) ressalta a importância de analisar os custos e os efeitos na dinâmica das ações policiais antes de implementar a medida.

A portaria do Ministério da Justiça e Segurança Pública estabelece diretrizes para o uso de câmeras corporais pelas forças de segurança em todo o país. Define quais órgãos e agentes deverão utilizar os equipamentos, incluindo:

    • Polícia Federal;
    • Polícia Rodoviária Federal;
    • Polícia Penal Federal;
    • Polícias Militares;
    • Corpos de Bombeiros Militares;
    • Polícias Civis;
    • Peritos e guardas Municipais;
    • Agentes mobilizados pela Força Nacional de Segurança Pública e da Força Penal Nacional.
  • A portaria também prevê a destinação de recursos federais para auxiliar na implementação das câmeras corporais.
  • Cabe aos estados decidir se irão ou não aderir à norma, o que significa que a utilização das câmeras em Mato Grosso do Sul dependerá da decisão do Governo do Estado.

Benefícios esperados:

  • Aumento da transparência: As câmeras corporais podem registrar as ações dos policiais durante abordagens, prisões e outras ocorrências, fornecendo informações valiosas para investigações e processos judiciais.
  • Redução de abusos: A presença das câmeras pode inibir comportamentos inadequados por parte dos policiais, promovendo o respeito aos direitos humanos e a atuação ética.
  • Mais proteção para os policiais: As gravações podem servir como prova para proteger policiais em situações de falsas acusações ou de violência contra agentes.

A implementação das câmeras corporais em Mato Grosso do Sul é um passo importante para a modernização das forças de segurança e para a construção de uma relação de maior confiança entre a polícia e a sociedade.

É fundamental acompanhar o desenvolvimento dos testes e a discussão sobre a viabilidade da tecnologia no estado, para que a decisão final seja tomada de forma responsável e com base em dados concretos.

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