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Campo Grande, 24 de outubro de 2026

Mercado volta a reduzir previsão de inflação para 2026

  • 20 de julho, 2026
  • Mercado Financeiro
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Estimativa recuou para 5,15%, enquanto projeção para o PIB ficou estável em 1,99%.

O dólar hoje por volta do meio dia de Brasília estava cotado em R$5,086 em queda de 0,50% enquanto a bolsa de valores apresentava alta de 0,18% registrando 174.020,02 pontos.

Os analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central (BC) reduziram a estimativa de inflação para 5,15% em 2026, ou seja, ainda acima do teto da meta. Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), houve manutenção em 1,99%. As informações fazem parte da nova edição do Relatório Focus, divulgada nesta segunda-feira (20/7).

De acordo com o relatório, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, deve terminar este ano em 5,15%. Segundo o Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta de inflação para este ano é de 3%. Como há intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, a meta será cumprida se ficar entre 1,5% e 4,5%.

Inflação estoura teto da meta em 12 meses

Os preços de bens e serviços do país avançaram 0,16% em junho deste ano; com isso, o índice está em 4,64% nos últimos 12 meses. Em 2025, a inflação acumulou alta de 4,26% – valor que ultrapassou o centro da meta, mas permaneceu abaixo do teto. Para 2027, o índice esperado foi mantido em 4,20%.

PIB

Segundo o Focus, o PIB do Brasil para 2026 deve ter crescimento de 1,99%, índice igual ao da projeção da semana passada. Para 2027, a previsão de crescimento da economia foi mantida em 1,65%. Para 2028, a estimativa foi mantida em 2%. Em 2025, o PIB brasileiro fechou em alta de 2,3%, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) espera crescimento do PIB na casa de 1,6% em 2026 e o BC considera um avanço de 2%. O governo federal acredita em elevação de 2,3%. O Fundo Monetário Internacional (FMI) fez, no último dia 8, uma nova revisão para cima do crescimento do PIB brasileiro, no patamar de 2,4%, ante o 1,9% verificado na estimativa de abril deste ano.

Selic

A projeção da Selic para o fim deste ano foi mantida em 14% ao ano. Para 2027, a projeção foi mantida em 12%. Para 2028, o mercado manteve estimativa em 10,50% ao ano. Na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), nos dias 16 e 17 de junho, a Selic foi reduzida de 14,5% para 14,25%. A próxima reunião do colegiado está marcada para 4 e 5 de agosto.

A taxa básica de juros é o principal instrumento do BC para controlar a inflação. A Selic é utilizada nas negociações de títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas da economia.

Dólar

Os analistas consultados pelo BC mantiveram a projeção para o dólar em 2026 em R$ 5,20. Para 2027, a estimativa foi mantida em R$ 5,28.

O dólar hoje por volta do meio dia de Brasília estava cotado em R$5,086 em queda de 0,50% enquanto a bolsa de valores apresentava alta de 0,18% registrando 174.020,02 pontos.

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