Bolsa alcança 167,2 mil pontos e moeda americana recua a R$ 5,47; investidores acompanham os juros no Brasil e a vitória democrata nas eleições para o Congresso dos EUA.

O Ibovespa (IBOV) abre o pregão desta quarta-feira (04/11) em alta, interrompendo a sequência de quedas recentes. Os investidores calibram as expectativas para a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central sobre os juros do país, que será divulgada nesta noite.
Enquanto isso, a indefinição do governo Lula 4 mantém a cautela nos mercados locais. Isso porque o presidente ainda não anunciou quem ocupará os ministérios na próxima gestão. Na visão da Daycoval Corretora, Lula deve anunciar os primeiros nomes somente após retornar da COP31, na Turquia.
Já o ambiente externo amanhece no campo positivo após vitória expressiva do Partido Democrata nas eleições de meio de mandato dos EUA.
Por volta de 10h50 (horário de Brasília), o principal índice da bolsa brasileira registrava alta de 1,06%, aos 167.279,79 pontos.
á o dólar à vista operava em queda ante o real, acompanhando o desempenho da moeda no exterior. No mesmo horário, a moeda operava a R$ 5,4712 (-0,29%), enquanto o DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis divisas fortes, caía 0,56%, aos 101,3030 pontos.
5 assuntos para saber ao investir no Ibovespa nesta quarta-feira (4)
1 – Copom
A decisão do Copom sobre a taxa de juros do Brasil é o ponto alto da agenda econômica hoje. A expectativa dos investidores é que o ciclo de cortes da Selic deve entrar em pausa, após a inesperada reeleição do presidente Lula trazer de volta as preocupações com o equilíbrio das contas públicas.
O Boletim Focus divulgado na véspera (3) mostrou que as projeções dos economistas para a inflação, juros e câmbio voltaram a piorar. As expectativas fortalecem a tese de que a autarquia manterá a taxa Selic aos 13,75% ao ano.
Além da decisão, os investidores também esmiuçarão o comunicado do Copom, que deve indicar os riscos mais elevados da inflação ficar acima do teto da meta. Assim, é esperado que os dirigentes deixem o guidance para as próximas reuniões em aberto.
2 – Caged
Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) em setembro também serão divulgados hoje, às 14h30. As previsões do mercado indicam que o indicador deve registrar saldo positivo, mas com sinais de acomodação no mercado de trabalho.
Segundo economistas consultados pelo Broadcast, é esperada a criação líquida de 163.639 vagas com carteira assinada. Na semana anterior, foram publicados os números da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, que indicaram que o mercado de trabalho permanece resiliente. A taxa de desocupação no Brasil ficou em 5,2% no trimestre encerrado em setembro, ficando dentro do previsto pelo mercado.
3 – Balanço do Itaú
O Itaú Unibanco publicou nesta manhã o balanço do terceiro trimestre de 2026, com os resultados mostrando a manutenção da rentabilidade em patamar elevado, mesmo com os primeiros sinais de pressão na inadimplência.
O maior banco privado do país registrou lucro líquido recorrente de R$ 12,6 bilhões, alta de 6,7% na comparação anual e de 2,5% frente ao trimestre anterior. O resultado veio praticamente em linha com as expectativas do mercado, que projetava lucro médio de R$ 12,584 bilhões, segundo o consenso da Bloomberg.
O desempenho ganha relevância em uma temporada de balanços marcada por resultados mais fracos entre alguns dos principais concorrentes.
4 – Eleição nos EUA
Os resultados das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos (midterms) mostraram uma virada política no país com a vitória expressiva do partido Democrata tanto na Câmara dos Representantes quanto no Senado norte-americano.
O presidente norte-americano, Donald Trump, reconheceu nesta quarta-feira (4) que a guerra contra o Irã teve influência na derrota de seu partido nas eleições.
O conflito, agora em seu nono mês, tem sido impopular entre os norte-americanos desde o início. Durante a campanha eleitoral, candidatos democratas em todo o país culparam o conflito pelo aumento do preço da gasolina e de outros produtos.
Com a vitória dos democratas, Trump deve enfrentar maior resistência no Congresso para dar continuidade aos planos de governo.
5 – Petróleo perde força
Os contratos futuros do petróleo caem nesta manhã, enquanto investidores ponderam o resultado das eleições de meio mandato nos EUA, que pode mudar a postura de Trump em relação ao conflito contra o Irã.
Analistas do ING afirmam que, se as eleições passarem sem uma nova escalada militar nem um acordo diplomático, os operadores terão de avaliar se o prêmio de risco geopolítico nos preços do petróleo pode ser mantido ou se começa a diminuir. Na esteira de notícias geopolíticas, ontem Trump minimizou especulações de que estaria se preparando para escalar o conflito.
Por volta de 10h50 (horário de Brasília), o contrato do Brent negociado para dezembro caía 2,48%, a US$ 101,03 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, o contrato do WTI para o mesmo mês tinha queda de 2,45%, a US$ 93,76 o barril, no mesmo horário.
Com informações da Agência Reuters









