
Parceria entre Suzano e ICAS estuda espécie ameaçada para criar corredores ecológicos e preservar biodiversidade no Mato Grosso do Sul.
Uma fêmea adulta de tatu-canastra (Priodontes maximus), pesando cerca de 37 quilos e medindo 1,52 metro, está sendo monitorada desde março em uma área florestal da Suzano, no Mato Grosso do Sul. A captura do animal ocorreu como parte do projeto “Canastras e Eucaliptos”, uma parceria entre a Suzano e o Instituto de Conservação de Animais Silvestres (ICAS), que visa estudar o comportamento da espécie em ambientes de Cerrado e plantações de eucalipto.

Após a captura, a equipe realizou exames clínicos detalhados, incluindo hemograma, análises bioquímicas hepáticas e renais, além da coleta de amostras de fluidos e fezes para avaliação da saúde do animal. A fêmea também recebeu um transmissor GPS que registrará sua localização a cada sete minutos durante três meses, permitindo aos pesquisadores acompanhar seus deslocamentos e comportamentos, como caminhar ou cavar.
O coordenador de Meio Ambiente da Suzano em Mato Grosso do Sul, Renato Cipriano Rocha, destacou que a iniciativa é fundamental para compreender melhor os hábitos do tatu-canastra e aprimorar os processos de conservação da biodiversidade nas áreas da empresa. A Suzano possui mais de 808 mil hectares de área florestal no estado, sendo aproximadamente 250 mil hectares destinados exclusivamente à conservação, onde já foram identificadas mais de 1,5 mil espécies de fauna e flora, como 770 plantas, 388 aves, 136 insetos, 92 mamíferos, 68 peixes, 61 répteis e 41 anfíbios.
O biólogo do ICAS, Gabriel Massocato, ressaltou que o monitoramento do tatu-canastra em ambientes com plantações de eucalipto é essencial para otimizar corredores ecológicos e promover a conectividade entre fragmentos de habitat, garantindo a circulação segura dos animais.
O projeto “Canastras e Eucaliptos” teve início em abril do ano passado, com trabalhos de campo iniciados em julho, incluindo reconhecimento de área, busca por vestígios do tatu-canastra e instalação de armadilhas fotográficas. A localização exata dos avistamentos não foi divulgada para proteger a espécie.
Esta iniciativa reforça o compromisso da Suzano com a conservação ambiental e a importância de parcerias entre empresas e instituições de pesquisa para a proteção de espécies ameaçadas.








