Em apenas quatro anos, passa de 1,5 milhão de pessoas de mais de 140 países que já visitaram o local.

Há quatro anos Campo Grande dava a Mato Grosso do Sul um dos seus mais recentes e emblemáticos cartões de visitas para cair nas graças da admiração mundial.
O Aquário do Pantanal, uma obra ambiciosa que chegou a ficar ameaçada e apenas com parte de suas fundações erguida, foi assumido e concluído pelo governador Reinaldo Azambuja, em 2022, transformando-se num dois endereços mais concorridos do Estado.
Rebatizado como Bioparque do Pantanal, o maior aquário de água doce do planeta possui em seu histórico números que indicam a grandeza do projeto de engenharia, arquitetura e biodiversidade.
Ao completar seu quarto aniversário, já recebeu mais de 1,5 milhão de visitantes, vindos de mais de 140 países. Das suas 470 espécies, mais de uma centena já foram reproduzidas no local, algumas ameaçadas de extinção como o cascudo-viola.

“É uma referência em turismo científico, acessível e sustentável”, afirma a diretora-geral do complexo, Maria Fernanda Balestieri. “Além dos visitantes, o reconhecimento mundial é muito valioso. Conquistamos o Selo Ouro de Sustentabilidade pela Green Destinations e fomos citados na Revista Time como um dos 50 melhores destinos no mundo para se visitar”, reforçou Balestieri.
Com entrada gratuita, é preciso senha para garantir vaga e as filas são inevitáveis.

Consciência
O parque aumentou a permanência de turistas de faixa ecológica na Capital, onde ficavam pouco porque seus destinos eram lugares como Bonito e Corumbá.
Para o secretário estadual Jaime Verruck, de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, este fluxo indica potencial turístico e consciência ambiental fortalecida pela chance de ver de perto espécies selvagens que geralmente aparecem na TV, no cinema e nas redes sociais.
O vice-governador José Carlos Barbosinha (PSD) endossa. Ele destaca o avanço da cultura da sustentabilidade, sobretudo em função da presença de estudantes, professores, cientistas e pesquisadores que, com frequência, visitam e fazem estudos nos espaços do aquário, referendado pelo Google como ambiente do gênero com a melhor avaliação do Brasil e do mundo.

Não por acaso, mais de 130 mil estudantes já conheceram atendimentos por meio de visitas e ações lúdicas pedagógicas. O Bioparque Pantanal agora tem um novo indutor de progresso ambiental, consolidando-se como o maior banco genético vivo de água doce do mundo. A reprodução de mais de 100 espécies comprova esta realidade.
É resultado de manejo técnico especializado, monitoramento constante e apurados estudos científicos. Este conjunto de cuidados faz do Bioparque um centro de visitações, pesquisas e também de eventos de grande magnitude.
A escolha do Bioparque como sede do Congresso da Associação de Zoológicos e Aquários do Brasil (AZAB), considerado o maior evento do setor no país, e palco de discussões internacionais ao recepcionar um dos eventos da COP15, voltado aos peixes migratórios de água doce, dão a certeza de que ali se reforça a ideia de um planeta sustentável. “Quatro anos e resultados tão consistentes provam: o Bioparque Pantanal cumpre seu papel como agente de transformação”, assinala Balestieti.








