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Campo Grande, 09 de outubro de 2026

Maduro reforça discurso de resistência enquanto EUA ampliam presença militar no Caribe

  • 30 de agosto, 2025
  • Internacional, Politica
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Presidente venezuelano lidera alistamento de milícias e denuncia ameaças dos EUA enquanto Washington envia sete navios de guerra à região.

Maduro também anunciou a continuidade do alistamento das milícias bolivarianas, com mais dois dias de recruta previstos para este fim de semana, como parte do Sistema de Defesa Nacional.

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, intensificou sua retórica contra os Estados Unidos nesta sexta-feira (29/08), após o envio de sete navios de guerra norte-americanos, incluindo um submarino nuclear, para o sul do Caribe. Maduro, vestido com farda militar, afirmou estar “mais forte do que ontem” e pronto para “defender a paz, a soberania e a integridade territorial” da Venezuela.

Maduro também anunciou a continuidade do alistamento das milícias bolivarianas, com mais dois dias de recruta previstos para este fim de semana, como parte do Sistema de Defesa Nacional.

Em resposta ao aumento da presença militar dos EUA, que justifica como uma operação contra o narcotráfico, Maduro criticou o que chamou de “cerco” e “guerra psicológica” promovidos por Washington.

A mobilização militar dos EUA, que inclui mais de 4.500 militares, é vista por analistas como uma demonstração de força, mas não necessariamente como um indicativo de uma invasão iminente.

Ele também celebrou a colaboração com o governo colombiano, que enviou 25 mil soldados para a região do Catatumbo, reforçando a segurança na fronteira comum. Maduro destacou que a união entre os dois países visa “preservar e cuidar” do território fronteiriço, em um esforço conjunto pela paz e soberania.

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A oposição venezuelana, liderada por María Corina Machado, expressou apoio às ações dos EUA e pediu aos cidadãos que “desobedeçam” ao governo de Maduro.

A mobilização militar dos EUA, que inclui mais de 4.500 militares, é vista por analistas como uma demonstração de força, mas não necessariamente como um indicativo de uma invasão iminente. Especialistas sugerem que a ação pode ser uma forma de “diplomacia de canhoneira”, visando pressionar o regime venezuelano sem recorrer a uma intervenção direta.

Enquanto isso, a oposição venezuelana, liderada por María Corina Machado, expressou apoio às ações dos EUA e pediu aos cidadãos que “desobedeçam” ao governo de Maduro. Machado criticou a mobilização das milícias como uma tentativa de manipulação política e alertou para o risco de falsas expectativas quanto a uma intervenção externa.

O governo venezuelano, por sua vez, enviou uma carta à ONU solicitando que o secretário-geral, António Guterres, intervenha para que os EUA encerrem suas ações hostis e ameaças contra a soberania da Venezuela. Maduro também afirmou que o país recebeu “mais apoio internacional do que nunca” em sua posição contra o que considera uma “agressão imperialista”.

A situação continua a evoluir, com a tensão entre os dois países aumentando e a população venezuelana acompanhando de perto os desdobramentos dessa crise geopolítica.

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