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Campo Grande, 01 de outubro de 2026

Guerra: EUA enviam mais de 10.000 soldados ao Oriente Médio 

  • 16 de abril, 2026
  • Internacional
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Reforços devem chegar na data limite do cessar-fogo temporário entre Washington e Teerã, e incluem navios de guerra e um porta-aviões.

O porta-aviões USS George H.W. Bush navegando no Oceano Atlântico. Embarcação integra reforço militar enviado pelos Estados Unidos ao Oriente Médio. (Alex Brandon – Pool/Getty Images).

Os Estados Unidos enviarão centenas de milhares de soldados adicionais ao Oriente Médio, informou o jornal americano The Washington Post nesta quarta-feira (15/04), mobilização que ocorre em meio a um impasse nas negociações com o Irã sobre um fim definitivo do conflito. A decisão do Departamento de Defesa é vista como mais uma ferramenta para aumentar a pressão sobre Teerã.

De acordo com o Post, Washington determinou o deslocamento do Grupo Anfíbio de Prontidão Boxer e do porta-aviões USS George H.W. Bush, acompanhado dos navios de guerra que o escoltam, com destino ao Golfo Pérsico. O movimento fará com que cerca de 10.200 soldados cheguem à região, onde se juntarão aos 50 mil militares já envolvidos na guerra entre Irã e Estados Unidos.

EUA planejam enviar até 10 mil militares adicionais ao Oriente Médio

Estimativas apontam que os reforços devem chegar ao Oriente Médio no dia 22 de abril, justamente a data final do cessar-fogo temporário firmado para o início de negociações. O movimento dará a militares do alto escalão americano um número maior de opções caso as tratativas fracassem.

“Quando mais ferramentas você tiver, mais opções terá”, apontou o almirante aposentado James Foggo, reitor do Centro de Estratégia Marítima no norte da Virgínia, em entrevista ao Post. Segundo o especialista, a mobilização entrega “uma capacidade de reserva, caso as coisas piorem”.

Após o fracasso inicial das tratativas em Islamabad, no Paquistão, durante o final de semana, Washington e Teerã têm trabalhado por uma nova rodada de conversas. No entanto, ainda há pontos de divergência no que diz respeito ao programa nuclear iraniano e ao controle da República Islâmica sobre o Estreito de Ormuz — rota por onde passa 20% do petróleo mundial, fechada para navios não alinhados ao Irã desde o início do conflito.

Em meio ao impasse, o presidente americano, Donald Trump, acionou a Marinha americana para fazer Teerã pagar na mesma moeda, bloqueando o acesso à passagem para embarcações iranianas, bem como barcos de qualquer nacionalidade que passem pelos portos da nação persa. Mais de uma dúzia de navios de guerra está posicionada no Golfo de Omã e no Mar Arábico para garantir a efetividade do bloqueio, uma frota que pode contar com reforços em breve.

Com informações do Portal Veja

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