Uma tira-votos no palanque
Não são poucos os políticos experientes que pressentem o avanço de um processo de isolamento da prefeita Adriane Lopes. Nos principais ambientes da vida pública local – sobretudo na Assembleia Legislativa e na Câmara de Vereadores – efervescem os comentários sobre a medonha performance da gestora campo-grandense e sua vertiginosa queda, ladeira abaixo no item aprovação popular.
Ora, se todas as pesquisas sobre desempenho de gestão feitas até agora exibem números semelhantes e reveladores sobre o raquitismo do prestígio Adrianista, já passou da hora de seu partido, o PP, fazer o que for necessário para evitar maiores prejuízos. Há quem já recomende às lideranças progressistas que evitem ao máximo a companhia de Adriane ou até ser associadas a ela.
Terá sido uma obra das mais miraculosas alguém se sair vitorioso numa eleição entre os seus principais apoiadores ou cabos eleitorais uma prefeita com mais de 80% de rejeição ou reprovação. Quase impossível. O cheiro da impopularidade é insuportável para as urnas. O PP está entre as agremiações partidárias que mais se sobressaíram nos recentes pleitos nacionais.
Dois de seus principais exemplos estão aí, o governador Eduardo Riedel, pré-candidato à reeleição, e a senadora Tereza Cristina. Com eles, no mesmo palanque, estarão outras presenças importantes em busca do voto popular, entre os quais o ex-governador Reinaldo Azambuja, que é pré-candidato a senador. Este é o grupo que estará à frente da campanha pelo candidato da direita e do bolsonarismo, Flávio Bolsonaro.
E o questionamento que vem à tona, de imediato, é saber qual será o impulso que estas ilustres candidaturas terão de uma lideranças que já não lidera mais, que fracassou política e gerencialmente, que afunda mais e mais. a cada dia, no lodo do desgaste junto à opinião publica. Com toda certeza, este tipo de apoio não será um impulso positivo, de avanço. Será negativo, de retrocesso.
Faltam apenas sete meses e meio para o eleitor campo-grandense ir às urnas. É muito pouco tempo até para um fato milagroso cair do céu e salvar a gestão Adrianista – até porque os erros humanos só os próprios humanos têm a obrigação de consertar.
O PP e seus aliados terão, logicamente, boas candidaturas, farto material de realizações e boas propostas para debater com o eleitorado. Contudo, tudo isto de pouco adiantará se nos seus palanques e espaços de campanha carregarem consigo o destrutivo contrapeso de uma gestão que joga contra o patrimônio e tira votos que poderia conquistar.