Por conta da sanguinolenta trapalhada bélica, Donald Trump e sua gestão entraram em parafuso
Quando nas guerras explode uma bomba de elevadíssimo poder devastador, o impacto é difusivo e aleatório, espalha-se ferindo, matando e arrasando o que encontra pela frente: pessoas, animais, bens materiais e patrimônios ambientais. Quem a disparou sabia de tudo isso. Disparo e disparador não se referem apenas ao aperto do botão do detonador, porque incluem o autor intelectual do explosivo e quem deu a ordem para utilizá-lo.
Bombas como esta andam explodindo em várias regiões do planeta há muito tempo. Todas altamente destrutivas. Contudo, as mais recentes trazem preocupações extras à humanidade. Porque não são simples armas de ataque ou defesa. São extensões de sentimentos que alimentam a sede insaciável de um tipo sedutor de poder que escraviza os de alma pequena, aquela que faz tudo não valer a pena, como poetizou Fernando Pessoa.
Não há outro motivo para explicar ou compreender o que leva o dirigente dos EUA, a maior e mais poderosa nação do planeta, a afrontar todos os códigos de convivência universal. A declaração de guerra ao Irã não cumpriu dispositivos que regem as relações entre os países, como a obrigação de ir à ONU defender as razões de apoiar-se nas armas, ou considerar os tratados internacionais de respeito à autodeterminação dos povos.
As consequências chegam pesada e dolorosamente, encarecendo mais o custo de vida, ceifando vidas – inocentes, na grande maioria -, instigando conflitos paralelos e obrigando os governos a trocarem os investimentos em comida, emprego, educação e saúde por gastos com equipamentos de guerra. E assim como na fracassada invasão do Vietnam, os EUA, por “obra” de seu gestor maior, passam pelo desconforto de serem vistos com uma antipatia até então desconhecida.
Por conta da sanguinolenta trapalhada bélica, o presidente Donald Trump e sua gestão entraram em parafuso. Ele tem agora seu menor nível de aprovação. Segundo a Reuters, 62% dos americanos reprovam o seu governo e 36% o apoiam. Antes da guerra ele já vinha mal na fotografia e talvez por isto tenha acreditado numa recuperação ao atacar a Colômbia e depois o Irã.
O modelo econômico de Trump cresce também na desaprovação. Ele tem apenas 25% a 29% dos americanos que confiam em sua gestão econômica, marcada pela alta nos custos de combustíveis e habitação. As tarifas impostas tiveram impacto limitado no PIB 2025, com crescimento de 2,2% (abaixo dos 2,8% de 2024), aumentando custos para produtores e consumidores. Pior: relatos de “indícios de decadência cognitiva” e comportamento abatido em reuniões enfraquecem sua imagem, segundo ‘O Globo’.
Que Deus ponha Sua mão sobre a cabeça deste republicano e o faça entender que o tempo de Hitler e outros desta laia genocida não pode ser reprisado. A humanidade precisa viver, a céu aberto, livre, com cada país e cada povo escolhendo seus rumos, resolvendo seus problemas. A paz e a justiça haverão de vencer e fincar uma bandeira nos campos de batalhas. Uma bandeira com uma só palavra: Basta!

