Um ou dois turnos, quem manda é o povo
Roraima, Amapá, Piauí, Paraíba, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Santa Catarina. De acordo com as pesquisas e avaliações dos analistas mais experientes, estes são os estados para os quais as pesquisas estão sinalizando que não haverá segundo turno.
É evidente que as pesquisas eleitorais, sendo meros retratos de um momento, podem mudar. No entanto o vai da valsa em algumas regiões do Brasil parece destinado a não ter surpresas. Os levantamentos sobre as intenções de voto são alicerçados por pesquisas de avaliação de governo e de governador.
Assim, destes estados, há governantes que buscam a reeleição e estão sendo contemplados pela sociedade com os índices maiúsculos de aprovação, ou deles ou de suas gestões. Tanto faz. O que manda e deve ser considerado é a vontade popular.
No caso de Roraima, o governador que busca a reeleição está no cargo interinamente, pois o titular e o vice foram cassados. Mas ele é o único dos sete em má situação com os eleitores.
No caso de Mato Grosso do Sul, até mesmo quem faz oposição ao governador Eduardo Riedel reconhece o tamanho e a qualidade dos itens positivos de sua gestão, reconhecida nacionalmente. Ele demonstrou que é possível enfrentar e superar crises sem renunciar ao crescimento. E foi assim que passou a ser uma das referências brasileiras em governança resolutiva, responsável e focada no empoderamento social e econômico do Estado e das pessoas que o habitam.
A democracia não é algo pacífico. Exige esforço, empenho, fé, trabalho e persistência. Quando chega o instante sagrado e soberano do encontro com a urna eletrônica, os eleitores estão cansados, alguns até enfarados por mesmices inevitáveis da campanha política.
Mas a regra é lei e lei precisa ser cumprida. Se um candidato ao governo não tiver a maioria dos votos válidos mais um no primeiro turno, aí tem segundo.
Não parece ser este o caso sul-mato-grossense, conforme apontam as pesquisas. A vantagem de Riedel é muito grande, surpreendente até face à distância que vem abrindo em relação aos concorrentes. Assim, se as pesquisas não forem surpreendidas, ecoa-se a velha máxima: o que é bom, repete.
Ou melhor, aquela do futebol: em time que está ganhando, não se mexe.

