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Campo Grande, 05 de setembro de 2026
editorial

Quando se governa para as pessoas

  • Geraldo Silva
  • setembro 5, 2026
  • 5:55 am
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Quando se governa para as pessoas

No dia 31 de dezembro de 2022, ao concluir oito anos de mandato em duas gestões na chefia do Poder Executivo de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja transferia ao sucessor, Eduardo Riedel, um governo arejado financeira e administrativamente.

A máquina, mais leve e ágil, já não era aquela engrenagem que vinha travando com frequência, impondo dificuldades extras e provocando feridas profundas como o desperdício de recursos e a incapacidade de cuidar adequada e exemplarmente das suas competências.

O Estado antes paquidérmico, imerso em dívidas e desacreditado política e gerencialmente, respirava, enfim, um novo ciclo, ou um tempo de renovação. Para que aquele Mato Grosso do Sul do desalento fosse transformado em sujeito pretérito, o governo de Azambuja foi ousado, porém responsável; visionário, mas consciente de que seria necessário fazer a antiga lição de começar tudo do zero.

O primeiro passo foi preparar, durante a transição, logo depois da vitória nas urnas em 2014, o planejamento da gestão estratégica, para dar direções ajustadas às realidades e fazer da governabilidade um meio, não um fim. Assim, com um olhar crítico e minucioso para as potencialidades regionais e a redobrada atenção aos clamores mais agudos da sociedade, o Estado começou a andar, passo a passo, com prioridades escalonadas e rigorosa observância dos princípios republicanos.

Ações vitoriosas do municipalismo, a inclusão social, o fomento à economia, a geração de emprego e renda e a retomada do crescimento com inteligente estratégia de governança que enfrentou e superou crises financeiras no País e os brutais impactos da pandemia da Covid-19,foram programadas e executadas, e é preciso reconhecer que tudo isto se deve a um fator central: o respeito ao dinheiro do contribuinte, conceito que inspirou a política de equilíbrio fiscal e financeiro.

Foram exatamente a recuperação financeira e a construção segura e paciente da solidez fiscal que garantiram ao Estado atravessar aqueles oito anos avançando a cada exercício.

O modelo municipalista, com o Programa “Governo Presente” de carro-chefe, consolidou um jeito novo, inovador e produtivo de fazer gestão pública, adotando a boa e velha motivação democrática, ouvindo e dialogando de cidade em cidade para fazer o investimento certo, não desperdiçar, começar e terminar.

De tão bom e resolutivo, o modelo municipalista levou e continua levando obras aos 79 municípios. Enquanto ampliava e modernizava a malha viária, Azambuja topou grandes apostas na economia, colocando as fichas nos diversos potenciais do Estado. Constam deste cenário os investimentos que abriram caminho aos megaprojetos agroindustriais e o fortalecimento das pequenas economias, como a agricultura familiar.

A responsabilidade fiscal, é preciso reiterar, foi o cuidado-mestre que capacitou Mato Grosso do Sul chegar onde chegou e hoje, é um dos estados com melhor nível de evolução em Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), tem as melhores projeções do Produto Interno Bruto (PIB), é reconhecido pelos investidores como ambiente seguro para os negócios e frequenta o topo do ranking de geração de empregos.

Enfim, o zelo rigoroso com o dinheiro público trouxe estabilidade fiscal, uma iniciativa que Azambuja implementou e deu à sua gestão a “Nota A”, classificação consagradora feita pela Secretaria do Tesouro Nacional.

Para saber como este governo lançou em sua primeira semana uma ambiciosa “Caravana da Saúde”, tirando da fila milhares de pessoas em todas as regiões com procedimentos médicos gratuitos, é só pesquisar os balancetes fiscais do período 2015-22.
Ou se a curiosidade for sobre qual o “milagre” para concluir as mais de 200 obras inconclusas encontradas pelo governador, basta conferir relatórios oficiais do Estado e da União, que demonstram o apuro, a correção e a responsabilidade que marcaram o tratamento dado aos impostos pagos pelos contribuintes e para eles devolvidos em obras e serviços.

Governar para as pessoas pode ser difícil, mas é simples. É só governar para as pessoas.

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