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Campo Grande, 25 de agosto de 2026
editorial

O relaxo não é cômico, prefeita, é trágico

  • Geraldo Silva
  • novembro 10, 2025
  • 8:29 am
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A Prefeitura de Campo Grande pagou R$ 120 mil para a dupla Munhoz & Mariano cantar domingo, na programação organizada pela Secretaria Municipal da Juventude. A prefeitura deve estar nadando em dinheiro. Infelizmente, só não tem para a saúde, que teve até corte de plantões de médicos e enfermeiros.

Obviamente que a prefeita nega. Mas os próprios profissionais da área a denunciam, afirmam que foram deletados das horas extras, pelas quais ganhavam um pequeno, mas significativo adicional no salário. A dupla sertaneja não tem culpa alguma, faz seu trabalho e, além disso, não precisa recorrer a uma UPA ou um hospital pelo SUS – a prefeitura ajuda a bancar os custos da assistência privada.

Sem reajuste para atualização remuneratória há anos e tendo que apelar ao Judiciário para receber adicionais garantidos por lei, o atuante e sacrificado corpo de enfermagem municipal já vem fazendo muito mais do que podia e devia pela saúde de quem precisa da saúde pública nesta cidade.

Já foi dito e escrito aqui e em outros diversos órgãos da imprensa que a saúde da Campo Grande de Adriane Lopes está na UTI. Ou pior. Ela consegue piorar.

Imaginem só: condenando à “morte” os serviços de assistência – além da rede pública, a Santa Casa também padece nas mãos da gestora – a prefeita ainda tem a coragem de dizer que tudo está sob controle. Tudo o quê? Onde? Como? Controle de quem? Nas finanças, a inadimplência. No transporte coletivo, sistema enguiçado há anos. Na saúde, até desvio de finalidade no uso do orçamento já foi denunciado.

E agora vem o corte de salários para inglês ver. Inglês ou o povo da Gepetolândia, o país do Pinóquio. Ao cortar os baixos salários dos servidores que penam sob sua caneta discricionária, a prefeita pratica a economia da dor e do privilégio.

De um lado, chora a grande maioria dos trabalhadores públicos, inclusa a expressiva parcela que ganha entre um ou menos de um salário mínimo. De outro, a minoria dos barnabés mais afortunados, os clientes da folha secreta os tais, que sequer cócegas sentem com o “corte” de salários nababescos. O da prefeita, por exemplo: ela, pobrezinha, tirou 20% de sua remuneração mensal. E continua rindo, dando as cartas e jogando de mão, sob aplausos de um legislativo sob seu controle.

A vereadora Luiza Ribeiro, com base em dados oficias, informa que a arrecadação de impostos próprios (ISS, IPTU​ e ITBI) cresceu neste ano. E completa: “Também melhorou o recebimento dos valores vindos das transferências obrigatórias do Governo Federal e Governo Estadual.

Campo Grande também recebeu muito dinheiro de programas e projetos da União (Governo Lula) e do governo do Estado. A administração de Adriane Lopes (PP) está em penúltimo lugar entre as capitais brasileiras, relativo a qualidade da gestão fiscal, segundo índice Firjan/2025. Só perdemos para Cuiabá”.

Esta música, com certeza, a dupla Munhoz e Mariano não canta.

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