A sucessão presidencial de 2026 já tem um desenho definido, com a polarização entre candidaturas ideologicamente identificadas por dois blocos rivais, os que são denominados progressistas e conservadores. As alternativas fora deste universo por enquanto não oferecem perspectivas de maior alcance, ao menos dentro da lógica probabilística.
O confronto, neste caso, colocaria frente a frente no centro do ringue dois lutadores que concentram a maiúscula maioria dos votos brasileiros: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, versus o candidato ou a candidata de partidos alinhados ideologicamente ao bolsonarismo, que é a principal força direitista no País.
No plano regional, cada Estado tem realidades específicas, que às vezes fogem à razão da lógica nacional. É o caso de Mato Grosso do Sul. Aqui, a luta ideológica não é tão acentuada, até porque a esquerda hoje não tem um tamanho eleitoral capaz de assustar a concorrência. Basta ir à história das disputas eleitorais e conferir: desde 1982, ano da primeira eleição estadual direta após a divisão territorial, só em 1998 e 2002 uma candidatura à esquerda foi vitoriosa, com o candidato Zeca do PT.
Nas outras nove eleições, a maioria dos votos, em mais de uma vez, deu números finais ao embate logo no primeiro turno. Quando houve um segundo turno, como em 2022, os finalistas que foram ao segundo turno eram dois candidatos à direita, Capitão Contar e Eduardo Riedel. E este, um tucano de centro-direita, sagrou-se vencedor, arrebanhando eleitores deste e de campos ideológicos contrários.
Para o próximo ano, os mesmos Riedel e Contar aparecem entre os possíveis candidatos. Riedel buscará a reeleição, enquanto Contar e pelo menos outros cinco ou seis pretendentes tentarão impedir seu triunfo. Em princípio, a lógica sugere ser este um desejo hoje beirando o impossível. É a lógica política, que está assentada na matemática da probabilidade apontada pelas sucessivas pesquisas.
Em intenção de voto, popularidade e aprovação de governo, todas as conjunturas de escuta e apuração da opinião pública elegem um amplo favoritismo pró-Riedel. Não é necessário, nem adequado, para este tipo de análise, descrever os méritos políticos, administrativos ou pessoais do governador. É tão-somente uma conclusão extraída de maneira simples e objetiva na leitura dos dados quantitativos e qualitativos obtidos pelos diferentes institutos de pesquisa.
É evidente que em eleições políticas o sexo do bebê só se conhece após o parto, não há radiografia ou exame pré-natal capaz de antecipar um resultado que só será materializado na contagem dos votos. Contudo, o cenário da disputa está aí, desafiador.
Quem puder, quem quiser, que faça suas apostas. Sem brincar ou desprezar a vontade do povo.