O boom de MS tem sustentabilidade
O chamado “boom” econômico é um fenômeno verificado quando um país ou uma região apresenta grande – e geralmente novo – impulso desenvolvimentista, saindo muitas vezes de prolongados quadros de crise financeira e social.
No Brasil, um dos estados que viveram – e felizmente continuam vivendo – este fenômeno é Mato Grosso do Sul.
O Estado passou a maior parte de seus 48 anos atolado em dívidas e com sobressaltos nos processos de afirmação político-institucional e de desenvolvimento.
O quadro, portanto, era de extremas dificuldades para explorar e dar solidez ao potencial de crescimento, tendo como máxima prioridade equilibrar-se na corda bamba da governabilidade.
A reviravolta só veio na metade da segunda década dos anos 2000. Em 2015, ao tomar posse e anunciar os seus principais compromissos, o governador Reinaldo Azambuja comprometeu-se com a reabilitação do Estado.
Este propósito implicaria, entre outras coisas, a restauração da saúde financeira, recuperação da credibilidade e implementação de um processo de desenvolvimento sustentável e inclusivo.
Passaram-se mais de 11 anos e as metas traçadas por Azambuja, que começaram a ser trabalhadas e visualizadas em seus dois mandatos, tornaram-se itens do renovado perfil sul-mato-grossense.
E o que é mais importante, são compromissos ratificados e aprimorados pelo sucessor, Eduardo Riedel, liderando a unidade federativa que registra os melhores resultados em gestão no País, conforme os diversos indicadores.
Houve um tempo em que a expressão “governar é abrir estradas”, cunhada por Washington Luís, governador de São Paulo e presidente do Brasil, refletiu acertadamente a certeza de que investir em infraestrutura rodoviária, então deficiente, daria impulso a um novo e consistente ciclo de progresso.
O Brasil então passou a investir na abertura de estradas, febrilmente, e seus resultados deram razão a Washington Luís.
Estradas continuam sendo necessárias, mas basicamente para as obras de manutenção, modernização e abertura de ramais de desafogo para o escoamento.
As necessidades do desenvolvimento são outras e o governo de Mato Grosso do Sul está atento e cuidando disso.
A pecuária e a agricultura deixaram de ser os únicos esteios da economia, ao lado do comércio e dos serviços.
Políticas públicas do governo e a presença forte do empresariado mudam e melhoram este cenário, sobretudo por meio da diversificação de atividades que dão à economia primária o complemento que faltava.
São por exemplo, as grandes indústrias de celulose e a bioenergia abrindo novas fronteiras de expansão econômica e abrindo oportunidades de emprego e renda a todas as escalas de cadeias produtivas.
E tudo isto com um pilar inegociável: sustentabilidade. Sem esta condição, qualquer tipo de crescimento não terá lugar no mapa de valores da cidadania.

