Campo Grande se acode com uma velha máxima para quem estiver na conta dos apoios da prefeita
Não demora muito e já deve estar acontecendo – até os eleitores da senadora Tereza Cristina questionando-a qual o motivo tão poderoso que a faz andar assim tão colada com uma gestão e uma gestora que são alvos de uma gigantesca reprovação por parte dos eleitores e de todo o conjunto da sociedade campo-grandense. Idêntico questionamento se estende às demais lideranças que deram e permanecem dando apoio e sustentação política e administrativa à prefeita Adriane Lopes.
É difícil afirmar se estas lideranças têm noção do tamanho do risco a que se submetem estando ao lado de uma agente pública que se tornou um dos maiores equívocos eleitorais na história da Capital de Mato Grosso do Sul. Equívoco eleitoral e administrativo, principalmente, já que sua gestão é um fracasso e, depois de dado, o voto não retorna aos frustrados eleitores antes do seu quarto ano de validade.
Tereza Cristina depositou todo peso de seu prestígio e influência na campanha pela reeleição de Adriane. Aliás, foi ela quem lançou e assumiu esta candidatura, logo depois que a atual prefeita deixou de ser a vice de Marquinhos Trad e assumiu a titularidade do cargo. Não se sabe se é por uma determinação da senadora ou por decisão pessoal desta gestora que a prefeitura, acintosamente, vem evitando e até mesmo hostilizando qualquer relação com o Palácio do Planalto, isto é, com o presidente Lula, como se a cidade não precisasse de uma necessária parceria com o governo federal.
Se foi movida por sentimentos de rancor político ou por sectarismo ideológico, Adriane então atirou ao cesto de lixo o interesse público, da população, e colocou a gestão e o futuro da cidade no seu balcão pessoal de ambições políticas e eleitorais. Desta maneira, deu mais um passo rumo ao abismo da vida pública, lugar de esquecimento, um vácuo onde se cozinha as frustrações e às vezes os arrependimentos.
As lideranças responsáveis e inteligentes, que se preocupam com a grandeza de suas atitudes e com os exemplos que dão, deixam de lado as diferenças políticas e ideológicas se estiverem no tabuleiro das decisões os interesses coletivos ou a coisa pública. Mas isto é para agentes públicos que possuem grandeza. Não é para qualquer um.
E, sendo assim, Campo Grande se acode com uma velha máxima popular, ajustada para quem estiver na conta dos apoios, ações desastrosas e omissões da prefeita: diga-me com quem andas e eu te direi quem tu és. Um pingo é letra.

