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Campo Grande, 18 de agosto de 2026
editorial

A invencível Adriane amplia a coleção de vítimas

  • Geraldo Silva
  • fevereiro 11, 2026
  • 6:11 am
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A invencível Adriane amplia a coleção de vítimas
Qual será a próxima? Quem serão os próximos? 
Duas perguntas para que, num exercício de fácil adivinhação, se responda sobre os futuros alvos desta invencível, implacável e toda-poderosa Adriane Lopes.
A majestática prefeita vem acumulando em dois mandatos uma sucessão de vítimas de sua gestão – se é que um absoluto desgoverno merece tal e grandioso tratamento.
Em termos genéricos, e recorrendo a uma expressão relativamente chula, porém corriqueira e socialmente aceitável, a preclara prefeita vem ferrando praticamente os mais de 930 mil moradores de Campo Grande.
Sim, é um efeito dominó, cruel e avassalador, que fere e humilha quase um milhão de pessoas, incluídas aquelas que sufragaram seu belo nome nas urnas, apostando alto nas promessas de gogó.
Os estragos da incompetência não se esgotam num único ato. São produzidos em série. Basta citar as ruas esburacadas causando acidentes, mortos e feridos, atolando ambulâncias e ônibus; a saúde agonizando na rede pública sem remédio básico, sem plantonista, sem manutenção, em viatura e nem o prometido atendimento ágil; servidores (que trabalham) sem reposição salarial; enfermeiros e guardas espezinhados na sonegação de direitos; Judiciário afrontado pela majestática insubordinação da dona do trecho; Ministério Público e Tribunal de Contas, coitados, ignorados pela caneta que assina as milionárias folhas secretas.
Só nesta modesta lista já podem ser contadas vitimas de todas as categorias: usuários do transporte coletivo, pacientes do SUS, pedestres e condutores; servidores municipais (que trabalham); desembargadores; promotores de Justiça; alunos e pais de alunos da educação infantil sem vagas…e agora, os mais de 450 mil titulares de plantas imobiliárias, os chamados contribuintes, alvos da pontaria certeira e criminosa do “IPTU de ouro” reajustado nas alturas.
Se na manhã de ontem (terça-feira 10/02), Adriane Lopes comemorou a decisão da Câmara Municipal que manteve seu veto ao projeto que anulava o IPTU, e à tarde o presidente do Tribunal de Justiça, Dorival Renato Pavan, negou recurso do Executivo e determinou o recálculo do imposto sob padrões civilizados, recomenda-se não soltar fogos.
Ela, a invencível, a que manda e desmanda, a que pode tudo, ainda conseguirá um jeito de aprontar.
Afinal, sair por cima das ondas é especialidade da casa – aliás, da mansão em que moram ela e o atuante marido e deputado estadual, Lídio Lopes, felizardos proprietários de um imóvel luxuosíssimo que pelos critérios da prefeitura custa um IPTU de valor semelhante a uma casa da periferia mais longínqua e desaparelhada da cidade.
Quem pode, pode. Quem não pode, se sacode. Até quando?
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