Senador afirma que previsão inicial é o aumento em R$ 2,69 bilhões do PIB brasileiro até 2044.

Presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado e um dos destacados operadores das negociações e iniciativas brasileiras para fortalecer a presença do País nos mercados mundiais, o senador Nelsinho Trad (PSD) festeja o acordo entre o Mercosul e a Associação Europeia de Comércio Livre – ou EFTA (European Free Trade Association). Ontem, terça-feira (16/09) os dois blocos continentais firmaram no Rio de Janeiro um acordo um acordo de livre comércio, que pode adicionar até R$ 2,69 bilhões ao Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro até 2044.
“É também uma vitória história da diplomacia parlamentar”, define o senador sul-mato-grossense, que atuou exaustivamente na articulação e no debate de propostas com os países do EFTA (Noruega, Suíça, Islândia e Liechtenstein). Em Montevidéu, cumprindo agendas do Parlamento do Mercosul (Parlasul), Trad – ex-presidente desse colegiado – acompanhou atentamente o processo que levou ao tratado, o terceiro desde 2023, após os acordos com Singapura e com a União Europeia.
No curso dessas tarefas, ele recebeu delegações da Suíça e da Noruega, conduziu reuniões técnicas e participou de discussões sobre propriedade intelectual, patentes de medicamentos e acesso a mercados. Ele assinala que o acordo fortalece as exportações e a competitividade brasileira. “Seguiremos acompanhando a ratificação nos parlamentos nacionais para garantir que os benefícios negociados cheguem ao campo, à indústria e ao comércio”, anunciou.
Benefícios
O tratado prevê acesso livre ou com tarifas reduzidas para quase 99% das exportações brasileiras, com impacto direto em setores como os da carne, soja, celulose e etanol, produtos estratégicos para Mato Grosso do Sul. A área abrangida alcança cerca de 300 milhões de consumidores e um PIB superior a US$ 4,3 trilhões.
Calcula-se que o acordo projeta a inclusão de R$ 2,69 bilhões ao PIB, atração de R$ 660 milhões em investimentos e elevação do valor exportado em R$ 3,34 bilhões até 2044. Em contrapartida, 97% dos produtos comprados da Noruega, Suíça, Islândia e Liechtenstein serão isentados de impostos pelo Brasil.






