Na manhã desta quarta-feira (30/04), integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) bloquearam um trecho da BR-163, na saída de Campo Grande em direção a São Paulo.

A manifestação é uma resposta à ausência de diálogo por parte do governo federal sobre demandas relacionadas à reforma agrária em Mato Grosso do Sul. Os manifestantes exigem a presença do presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Cesar Aldrighi, e do ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, no estado. Segundo Claudinei Barbosa, um dos líderes do movimento, a proposta de visita dos representantes em um mês não atende às necessidades urgentes das famílias acampadas.
Cerca de 150 pessoas participam do protesto, permitindo apenas a passagem de ambulâncias. O grupo reivindica a regularização fundiária e o assentamento das famílias em diversas regiões do estado. A manifestação segue sem previsão de encerramento.

Série de mobilização do MST no Estado
Esta ação faz parte de uma série de mobilizações do MST em Mato Grosso do Sul. Em 26 de abril, cerca de 300 famílias ocuparam uma propriedade rural da empresa JBS em Dourados, alegando que o imóvel não cumpria sua função social há mais de 12 anos. A ocupação gerou reação dos proprietários e mobilização de forças estaduais de segurança.
No dia seguinte, a intervenção das superintendências do Ministério do Desenvolvimento Agrário e do Incra foi fundamental para evitar o agravamento do conflito. Ainda assim, a ação policial para retirar os manifestantes utilizou bombas de efeito moral e balas de borracha, intensificando a tensão no local.
Em 28 de abril, novas ações do MST ocorreram. Durante a madrugada, manifestantes bloquearam a BR-060, rodovia que liga Campo Grande a Sidrolândia, interditando a entrada do município. Na mesma manhã, integrantes do movimento ocuparam o prédio do Incra em Campo Grande, em busca de respostas sobre um assentamento localizado em Sidrolândia.
O MST afirma que Mato Grosso do Sul é o único estado que ainda não recebeu respostas efetivas sobre a distribuição de terras. As famílias acampadas aguardam há anos por soluções concretas para suas demandas.






