Ex-presidente passou mal na prisão, foi internado em Brasília e teve pedido reforçado por Flávio Bolsonaro em conversa com o ministro.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorizou Jair Bolsonaro a cumprir prisão domiciliar por 90 dias para tratamento de saúde, após a internação do ex-presidente por broncopneumonia e outros episódios de mal-estar registrados desde que ele passou ao regime fechado.
A medida começa a valer após a alta hospitalar e atende a um parecer favorável da Procuradoria-Geral da República.
Bolsonaro foi preso após condenação por tentativa de golpe de Estado e estava custodiado em uma unidade do sistema prisional do Distrito Federal, em sala de Estado-Maior na região da Papudinha, onde, segundo o STF, havia estrutura médica adequada.
Mesmo assim, a defesa alegou que o quadro clínico exigia acompanhamento contínuo e que o retorno ao cárcere poderia agravar a recuperação.

A crise de saúde mais recente ocorreu em 13 de março, quando Bolsonaro passou mal na cela com febre, vômitos, queda na saturação de oxigênio e hipotensão, sendo levado às pressas para um hospital particular em Brasília. Exames apontaram pneumonia bacteriana bilateral, associada a broncoaspiração, e ele chegou a ficar em UTI antes de apresentar melhora clínica.
Antes dessa decisão, a tentativa da defesa de obter prisão domiciliar já havia sido negada no início de março, mas o cenário mudou após a piora do quadro e a manifestação da PGR. O senador Flávio Bolsonaro também se reuniu com Moraes para reforçar o pedido da família, em meio à internação do ex-presidente em Brasília.
Desde que foi detido, Bolsonaro teve outros episódios de saúde, incluindo queixas de vômito, tontura e queda de pressão, o que aumentou a pressão por uma solução mais flexível.
Moraes considerou que o atendimento no sistema prisional foi rápido, mas entendeu que, neste momento, a prisão domiciliar humanitária por 90 dias é a alternativa mais adequada, com nova análise ao fim do prazo.








