As Eta Aquáridas atingem o pico em 6 de maio de 2026. Veja os melhores horários, onde observar e o que pode atrapalhar a visibilidade este ano.

A chuva de meteoros Eta Aquáridas, a mais expressiva do mês de maio, atinge seu ponto máximo por volta do dia 6 de maio de 2026. Quem estiver no Hemisfério Sul — incluindo grande parte do Brasil — terá as melhores condições de observação, com possibilidade de avistar até 50 meteoros por hora em céu aberto. A interferência de uma Lua gibosa minguante iluminada em 83%, porém, reduz a visibilidade dos meteoros menos brilhantes em todas as regiões do planeta.
Datas e horários mais favoráveis para ver as Eta Aquáridas

O pico da chuva ocorre no dia 6 de maio, mas a atividade se mantém elevada nos dias vizinhos. A janela mais produtiva para a observação vai das manhãs de 4 a 7 de maio, sempre nas horas que antecedem o nascer do Sol.
Esse horário é o mais indicado porque é quando o radiante — o ponto no céu de onde os meteoros parecem se originar, na perspectiva de quem observa do solo — alcança a posição mais alta acima do horizonte.
No caso das Eta Aquáridas, esse ponto está na constelação de Aquário, próximo à estrela Eta Aquarii, e começa a subir após a meia-noite. Quanto mais alto ele estiver, mais meteoros se tornam visíveis.
A visibilidade da chuva varia bastante conforme a localização do observador. Quanto mais ao sul o observador estiver, mais alto o radiante sobe no céu e maior o número de meteoros visíveis. Regiões acima de 40° de latitude norte — como o centro e norte da Europa, Canadá e norte dos EUA — têm condições muito desfavoráveis e praticamente não conseguirão registrar a chuva.
A Lua como principal obstáculo em 2026
Em condições ideais, as Eta Aquáridas estão entre as chuvas mais vistosas do ano. Em 2026, o calendário lunar complica o cenário: o pico ocorre apenas cinco dias após a Lua Cheia, mantendo a Lua gibosa minguante no céu durante boa parte da madrugada e apagando os meteoros mais tênues. Para minimizar o problema, o ideal é se posicionar de modo que algum obstáculo — uma árvore, um prédio ou uma colina — bloqueie a Lua do campo de visão. Com isso, os olhos se adaptam melhor ao escuro e as chances de flagrar os meteoros aumentam consideravelmente.

A origem das Eta Aquáridas: rastros do Cometa Halley
Toda chuva de meteoros tem uma origem. No caso das Eta Aquáridas, a fonte é o Cometa Halley, um dos mais célebres da história da astronomia. Durante suas passagens pelo Sistema Solar, o cometa deixa um corredor de poeira e pequenos fragmentos no espaço.
Cada vez que a Terra atravessa esse corredor — o que acontece todo mês de maio —, esses detritos entram na atmosfera a cerca de 65 km/s e se incendeiam pelo atrito com o ar, gerando as trilhas luminosas que chamamos de estrelas cadentes.
Vale lembrar que o mesmo Cometa Halley origina as Oriônidas, outra chuva de meteoros que ocorre em outubro, quando a Terra cruza uma parte diferente desse mesmo rastro cósmico.
Dicas práticas para aproveitar as Eta Aquáridas
-Prefira locais afastados de iluminação urbana — quanto mais escuro o céu, melhor;
-Bloqueie a Lua com uma árvore, edifício ou qualquer obstáculo próximo;
-Aguarde pelo menos 20 minutos para que os olhos se ajustem ao escuro antes de começar a observar;
-Não é preciso olhar fixamente para a constelação de Aquário — os meteoros se espalham por todo o céu a partir do radiante;
-Priorize as manhãs de 4 a 7 de maio, sempre nas horas anteriores ao nascer do Sol;
-Use o aplicativo gratuito Sky Tonight para localizar o radiante com precisão na sua cidade: pesquise “Eta Aquáridas”, toque no ícone de alvo e siga a seta indicada na tela.
Portanto, mesmo com a Lua atrapalhando, moradores do Brasil e de outros países do Hemisfério Sul têm boas chances de assistir a um dos eventos astronômicos mais aguardados do primeiro semestre de 2026 — desde que escolham um local escuro e estejam acordados antes do amanhecer.








